O protocolo prevê a expulsão de jogadores que cubram a boca durante confrontos verbais com adversários ou integrantes da arbitragem, em uma tentativa de combater ofensas discriminatórias ocultadas durante discussões.
Confira a classificação do Brasileirão
A regra passou a valer no futebol brasileiro em agosto, junto a outras medidas para combater a cera e aumentar o tempo de bola rolando.

A iniciativa ganhou força após o episódio envolvendo Vini Jr. e Gianluca Prestianni, do Benfica, na Champions League. O brasileiro denunciou ter sido alvo de racismo, enquanto o argentino cobriu a boca ao falar com ele. O caso impulsionou a criação da regra que busca coibir esse tipo de comportamento.
Os outros casos no Brasileirão
O primeiro caso no campeonato foi o de Arthur Cabral, do Botafogo, em agosto. Após o apito final contra o Vitória, o atacante discutiu com o técnico Jair Ventura e cobriu a boca enquanto falava com o treinador. A arbitragem aplicou o cartão vermelho diretamente, sem necessidade de intervenção do VAR.
Em setembro, Breno Lopes, do Coritiba, foi expulso no clássico contra o Athletico-PR após discutir com Lucas Esquivel. O VAR chamou o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães para revisar o lance.
Breno afirmou posteriormente que chamou o adversário de “jogador fraco” e negou ter feito comentários racistas. O STJD aplicou uma partida de suspensão.
No caso de Neymar, a discussão com Rodrigo Nestor começou ainda no primeiro tempo. Na volta do intervalo, os dois voltaram a trocar provocações, e o santista cobriu a boca enquanto falava com o jogador do Bahia. Alertado pelo VAR, o árbitro Sávio Pereira Sampaio revisou as imagens e confirmou a expulsão.
Após o episódio, Neymar pediu desculpas à torcida do Santos e reconheceu que a expulsão foi justa. Entretanto, acusou Nestor de tentar se beneficiar da regra e afirmou que não havia dito nada ofensivo naquele momento. O jogador do Bahia, por sua vez, alegou ter sido desrespeitado pelo santista.
Lei Vini Jr. estreou na Copa do Mundo
No Mundial, a Lei Vini Jr. foi aplicada duas vezes. O paraguaio Miguel Almirón recebeu cartão vermelho aos 44 minutos do primeiro tempo na vitória por 1 a 0 sobre a Turquia, após cobrir a boca durante uma discussão com Mert Müldür.

Já o equatoriano Piero Hincapié foi expulso nos acréscimos da derrota por 2 a 0 para o México, após discutir com Santiago Giménez e cobrir a boca. Nos dois casos, o VAR participou da aplicação da regra.
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