Sempre gostei de analisar os gols marcados na Copa para compreender a forma e as mudanças de estilos, com o intuito de ter uma real noção de como as seleções definem seus estilos e maneiras de atacar. Nesta edição não foi diferente: busquei realizar o estudo de forma direta e dentro do meu conceito de avaliação.
Veja como foi a final da Copa do Mundo
Mas o que isso tem a ver com o titulo? Ele surge porque, segundo meu estudo, a Espanha foi um dos times que mais construiu seus gols de forma apoiada, com muito jogo por dentro e vários ataques à última linha adversária — equipe de grande posse de bola e muitos passes nos seus jogos.

A Espanha tentou isso muitas vezes na final, mas foi superada por uma defesa dedicada e forte nos duelos, até o momento em que mudou sua estratégia e seus jogadores para buscar uma solução que estava “fora do padrão”.
O que era um time de posse e infiltrações, virou uma equipe de cruzamentos e preenchimento de área. Desse modelo surgiu o gol.
O jogo de domingo (19) mostra que o futebol tem diversas maneiras de ser jogado, e o time que melhor consegue se adaptar ao estilo e ao momento tende a chegar mais longe.
O resultado foi mais do que merecido, e a Espanha vem repetindo o padrão de desempenho há bastante tempo. Seu treinador conseguiu ler muito bem o momento do jogo e foi muito feliz nas trocas, aumentando a produtividade e tendo capacidade de mudar o estilo.

As mudanças da Espanha
• Ferran Torres (Oyarzabal)
• Pedri (Fabián Ruiz)
• Nico Williams (Baena)
• Merino (Dani Olmo)
• Zubimendi (Rodri)
• Eric García (Laporte)

Taticamente, como previsto para uma final de Copa do Mundo, o jogo foi bem disputado. A Argentina buscou a marcação individualizada (tendência dos últimos grandes jogos) e a Espanha manteve seu ritmo de posse e circulação.
A Argentina, porém, conseguiu vencer muitos duelos (59) e tornou o jogo bem complicado. Não foi uma partida plástica e de grandes lances. Em muitos momentos a Espanha buscou a bola longa (23 certas em 52) como solução para sair das perseguições e abrir o campo.
A Copa do Mundo de 2026 foi realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja o que de melhor aconteceu no torneio:
Os maiores campeões • Premiações individuais • Seleção da Copa • Confira todos os resultados da Copa • Informações sobre o próximo Mundial
A Argentina sempre buscou Messi como seu principal jogador, mas ele não parecia estar naqueles dias de genialidade. Participou muito pouco do jogo e se deslocou menos do que o normal, principalmente onde precisava estar para jogar.
Messi procurou sair da marcação da Espanha e muitas vezes buscou a bola em uma zona de campo que não o favorece. Havia muitos marcadores para serem driblados antes de chegar perto da área, e Rodri estava sempre atento e fechando os passes para o setor onde Messi cria mais problemas.
Detalhes
Em 1998, quando sofremos o gol de escanteio, todos falamos sobre Roberto Carlos, que estava fora do posicionamento. Na final de 2026 tivemos um outro pequeno detalhe que fez a diferença no gol que definiu o titulo da Espanha.
No momento em que a bola é cruzada para a área, o atleta da Argentina estava com a mão na perna. Acredito que ele havia sofrido uma pancada no lance anterior.

Este segundo de “desatenção" fez com que o jogador não fechasse a entrada da área e permitisse o chute de Ferran Torres sem nenhuma pressão. Infelizmente para uns e felizmente para outros, esses pequenos detalhes decidem as partidas de alto nível.
No mundo da bola falamos que final não se joga, final se ganha! Esta final da Copa é mais um exemplo desse ditado popular.
Não fique de fora!
Assista a todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo pela CazéTV no plano Premium do Disney+ a R$ 19,90/mês.
Oferta por tempo limitado.

