Ir para o conteúdo principal

Fora do padrão: Dulac explica como Espanha superou Argentina na final da Copa

Lamine Yamal levanta a taça de campeão do mundo
Lamine Yamal levanta a taça de campeão do mundoProfimedia

O titulo precisa ser explicado rapidamente, pois há muito a pensar sobre ele. No período de Copa do Mundo, os profissionais que trabalham com futebol buscam analisar profundamente o que acontece e o que pode servir como tendência para a temporada pós-torneio.

Sempre gostei de analisar os gols marcados na Copa para compreender a forma e as mudanças de estilos, com o intuito de ter uma real noção de como as seleções definem seus estilos e maneiras de atacar. Nesta edição não foi diferente: busquei realizar o estudo de forma direta e dentro do meu conceito de avaliação.

Veja como foi a final da Copa do Mundo

Mas o que isso tem a ver com o titulo? Ele surge porque, segundo meu estudo, a Espanha foi um dos times que mais construiu seus gols de forma apoiada, com muito jogo por dentro e vários ataques à última linha adversária — equipe de grande posse de bola e muitos passes nos seus jogos.

Estatísticas de Espanha x Argentina
Estatísticas de Espanha x ArgentinaOpta by Stats Perform

A Espanha tentou isso muitas vezes na final, mas foi superada por uma defesa dedicada e forte nos duelos, até o momento em que mudou sua estratégia e seus jogadores para buscar uma solução que estava “fora do padrão”.

O que era um time de posse e infiltrações, virou uma equipe de cruzamentos e preenchimento de área. Desse modelo surgiu o gol.

O jogo de domingo (19) mostra que o futebol tem diversas maneiras de ser jogado, e o time que melhor consegue se adaptar ao estilo e ao momento tende a chegar mais longe.

O resultado foi mais do que merecido, e a Espanha vem repetindo o padrão de desempenho há bastante tempo. Seu treinador conseguiu ler muito bem o momento do jogo e foi muito feliz nas trocas, aumentando a produtividade e tendo capacidade de mudar o estilo.

Maurício Dulac é técnico do Al-Riyadh
Maurício Dulac é técnico do Al-RiyadhČTK / imago sportfotodienst / Abdullah Ahmed

As mudanças da Espanha

• Ferran Torres (Oyarzabal)

• Pedri (Fabián Ruiz)

• Nico Williams (Baena)

• Merino (Dani Olmo)

• Zubimendi (Rodri)

• Eric García (Laporte)

Rede de passes da Espanha
Rede de passes da EspanhaStats Perform/Opta

Taticamente, como previsto para uma final de Copa do Mundo, o jogo foi bem disputado. A Argentina buscou a marcação individualizada (tendência dos últimos grandes jogos) e a Espanha manteve seu ritmo de posse e circulação.

A Argentina, porém, conseguiu vencer muitos duelos (59) e tornou o jogo bem complicado. Não foi uma partida plástica e de grandes lances. Em muitos momentos a Espanha buscou a bola longa (23 certas em 52) como solução para sair das perseguições e abrir o campo.

A Copa do Mundo de 2026 foi realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja o que de melhor aconteceu no torneio:

 

Os maiores campeõesPremiações individuaisSeleção da CopaConfira todos os resultados da CopaInformações sobre o próximo Mundial

A Argentina sempre buscou Messi como seu principal jogador, mas ele não parecia estar naqueles dias de genialidade. Participou muito pouco do jogo e se deslocou menos do que o normal, principalmente onde precisava estar para jogar.

Messi procurou sair da marcação da Espanha e muitas vezes buscou a bola em uma zona de campo que não o favorece. Havia muitos marcadores para serem driblados antes de chegar perto da área, e Rodri estava sempre atento e fechando os passes para o setor onde Messi cria mais problemas.

 

Detalhes

Em 1998, quando sofremos o gol de escanteio, todos falamos sobre Roberto Carlos, que estava fora do posicionamento. Na final de 2026 tivemos um outro pequeno detalhe que fez a diferença no gol que definiu o titulo da Espanha.

No momento em que a bola é cruzada para a área, o atleta da Argentina estava com a mão na perna. Acredito que ele havia sofrido uma pancada no lance anterior.

Números de Messi na final da Copa do Mundo
Números de Messi na final da Copa do MundoOpta by Stats Perform / REUTERS/Hannah Mckay

Este segundo de “desatenção" fez com que o jogador não fechasse a entrada da área e permitisse o chute de Ferran Torres sem nenhuma pressão. Infelizmente para uns e felizmente para outros, esses pequenos detalhes decidem as partidas de alto nível.

No mundo da bola falamos que final não se joga, final se ganha! Esta final da Copa é mais um exemplo desse ditado popular. 

Conteúdo patrocinado

Não fique de fora!

Assista a todos os jogos da Copa do Mundo ao vivo pela CazéTV no plano Premium do Disney+ a R$ 19,90/mês.

Oferta por tempo limitado.

Assine já!

Assine Disney+ para acompanhar ao vivo todos os jogos da Copa
Assine Disney+ para acompanhar ao vivo todos os jogos da CopaDisney+