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No palco do quase adeus, Messi busca bi que reacende debate sobre Pelé

A discussão sobre Messi e Pelé ganha mais força com possibilidade do bi mundial do craque argentino
A discussão sobre Messi e Pelé ganha mais força com possibilidade do bi mundial do craque argentinoReprodução

O futebol costuma reservar reviravoltas capazes de transformar o palco de uma das maiores frustrações da carreira de um atleta no cenário de sua consagração definitiva. Neste domingo (19), Lionel Messi volta ao gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, para liderar a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026 — a terceira decisão mundial de sua carreira.

O enredo ganha contornos dramáticos por conta do passado: foi exatamente neste mesmo estádio, há dez anos, na final da Copa América Centenário de 2016 contra o Chile, que um Messi desolado após perder um pênalti anunciou em lágrimas que sua trajetória com a camisa albiceleste havia chegado ao fim.

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"A seleção acabou para mim", disse naquela noite.

Para os torcedores argentinos, veio o alívio. Aquela declaração, feita de "cabeça quente", não passou de um impulso. Messi voltou, conquistou a Copa do Mundo no Catar, em 2022, e agora está a apenas 90 minutos de um feito que parecia impossível: o bicampeonato mundial consecutivo.

Se o título deste ano vier na "Copa das Copas" — a primeira da história com 48 seleções e três países-sede —, a conquista não apenas fechará uma ferida histórica em solo norte-americano, mas empurrará o mundo do futebol para um debate inevitável e incômodo para os brasileiros. 

Se Messi conquistar o Mundial de 2026, ele passa Pelé como o maior de todos os tempos? Essa é uma gaveta que o torcedor brasileiro se recusa terminantemente a abrir, mas que, para analistas internacionais e até companheiros de profissão, já foi escancarada. Antes da final, o volante espanhol Rodri alimentou a fogueira ao declarar categoricamente que Messi é o maior jogador da história, sem espaço para discussões.

Para entender a força desse debate, o confronto estatístico e de impacto em Copas do Mundo entre o Rei do Futebol e o craque argentino atinge níveis impressionantes. 

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Pelé: O ápice do aproveitamento

O eterno camisa 10 brasileiro disputou quatro Copas do Mundo (1958, 1962, 1966 e 1970) e conquistou três títulos — um recorde absoluto e isolado na história do esporte. 

Em 14 partidas disputadas em Mundiais, Pelé marcou 12 gols e distribuiu 8 assistências. Sua média de gols (0,86 por jogo) e o fato de ter sido o catalisador da era de ouro do futebol brasileiro aos 17 anos dão o tom de sua majestade intransponível.

Messi: A longevidade dos recordes 

Lionel Messi, por sua vez, caminha para a sua sexta Copa do Mundo de forma consecutiva (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026). Ele já é o jogador com mais partidas na história do torneio (superando os 26 jogos de Lothar Matthäus) e o maior artilheiro da Argentina em Mundiais.

Campeão em 2022 como o craque incontestável do torneio, Messi chega à final de 2026 com a chance de igualar as duas Copas consecutivas de Pelé (58-62) e Garrincha.

Além disso, com 21 gols em Copas do Mundo, ele é o vice-artilheiro da história da competição, um tento atrás de Mbappé, que tem 22.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja tudo o que você precisa saber sobre o torneio:

 

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Tem debate?

A discussão ganha tração porque, no futebol moderno, a longevidade de Messi no topo do mundo por quase duas décadas — empilhando Bolas de Ouro, Champions Leagues e mantendo um nível de competitividade brutal — rivaliza diretamente com o peso mítico das três taças de Pelé em uma era em que a Copa do Mundo era o único e definitivo medidor de grandeza.

Para muitos, a discussão é infundada e a coroa do Rei do Futebol jamais será tocada. Para outros, um Messi bicampeão do mundo aos 39 anos, carregando uma Argentina em transição no maior torneio de todos os tempos, é o argumento final para encerrar o debate.

A resposta definitiva poderá ser dada no mesmo MetLife Stadium que um dia viu Messi desistir, provando que o futebol adora dar segundas chances a quem tem a genialidade nos pés.

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