Porro é destaque em passeio da Espanha sobre a França; Mbappé tem atuação discreta

Pedro Porro foi o melhor da partida que levou a Espanha à final
Pedro Porro foi o melhor da partida que levou a Espanha à finalHuang Zongzhi / Xinhua News / Profimedia

A Espanha é finalista da Copa do Mundo de 2026. Com uma vitória por 2 a 0 sobre a França nesta terça-feira (14), em Dallas, a seleção confirmou o favoritismo em uma semifinal que pouco esteve em dúvida: dominou a posse, gerou 1,63 de gols esperados (xG) contra apenas 0,3 dos franceses e viu sete de seus titulares encerrarem a partida com nota acima de 7 no Flashscore – enquanto a França não teve sequer um.

O craque da partida e dono de uma das duas melhores notas do Flashscore foi também o autor do segundo gol: Pedro Porro, com 7,6. O lateral acumulou 0,54 de xG  (o segundo maior índice da partida, atrás apenas de Oyarzabal) em duas finalizações e completou 23 de 28 passes (82%).

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O craque da semifinal entre Espanha e França ser um lateral-direito diz muito sobre como o jogo foi disputado: a vencedora encontrou mais espaço pelos flancos do que pelo centro. Do outro lado, Marc Cucurella também terminou com 7,6: o camisa 24 acertou 33 de 38 passes (87%), ganhou três desarmes e pressionou o lado esquerdo durante toda a partida.

Estatísticas de Pedro Porro
Estatísticas de Pedro PorroOpta by StatsPerform / Florencia Tan Jun / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / Profimedia

Pau Cubarsí (7,4) foi o responsável direto pelo fracasso ofensivo de Mbappé, e os números do francês são a prova mais concreta de sua eficiência defensiva. Dani Olmo (7,3) acertou 29 de 30 passes (97%) e criou 2 chances, incluindo a assistência do segundo gol.

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Unai Simón também fechou com 7,3, com três defesas e 10 recuperações de bola ao longo da partida – a maior marca individual do jogo e revela que a Espanha pressionou tanto a construção francesa que o próprio goleiro atuou avançado para reconquistar a posse.

Rodri (7,2) e Fabián Ruiz (7,2) sustentaram o meio-campo com solidez. Fabián foi o mais vertical dos dois: 83 toques, 56 de 65 passes certos (86%) e 12 passes no terço final, o maior número entre os espanhóis, superando inclusive a contribuição dos meias mais adiantados.

Aymeric Laporte (6,9) liderou o volume de bola da partida com 86 toques e 70 de 76 passes certos (92%), atuando como o pivô da saída espanhola. Juntos, Laporte, Rodri e Fabián Ruiz formaram a base de uma equipe que, mesmo com posse equilibrada, circulou a bola com muito mais propósito do que a adversária.

Oyarzabal encerrou com 6,7 depois de 80 minutos: marcou o pênalti, acumulou 0,80 de xG em duas finalizações e saiu aos 29 minutos do segundo tempo com o trabalho cumprido. Yamal terminou com 6,3, aquém do que sua influência no jogo sugeriu.

Apesar do desequilíbrio ofensivo que já costuma trazer para o campo, com dribles e disparadas, o atacante teve um gol anulado por impedimento no segundo tempo, sofreu o pênalti do primeiro gol e viu duas de suas jogadas canceladas pela bandeira ao longo da partida.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja tudo o que você precisa saber sobre o torneio:

 

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A França que não chegou

Do lado francês, Adrien Rabiot foi o melhor em campo com 6,9, apesar de ter deixado o jogo no intervalo após cartão amarelo precoce. O jogador mais bem avaliado da França ter jogado apenas 45 minutos resume bem a dificuldade dos Les Bleus.

Avaliação dos jogadores
Avaliação dos jogadoresFlashscore

Désiré Doué (6,8), que entrou na vaga de Barcola aos 12 minutos do segundo tempo, foi o reserva mais perigoso, com duas finalizações e duas chances criadas em menos de meia hora. Aurélien Tchouaméni (6,6), Ousmane Dembélé (6,5) e Michael Olise (6,4) ficaram aquém do esperado para uma seleção que chegava à semifinal com Mbappé como carta principal.

A nota de Mbappé (5,7, a terceira pior entre os titulares) é o número que melhor resume a partida francesa. O capitão registrou três finalizações, mais que qualquer colega de equipe, e sete toques dentro da área adversária, também o maior número do jogo. Mas o xG foi de apenas 0,09, e dos seis dribles tentados apenas um foi bem-sucedido. Cubarsí simplesmente o neutralizou.

A distância entre a quantidade de envolvimentos de Mbappé e a qualidade gerada é a fotografia de um jogador que não encontrou nenhuma solução diante de uma marcação que já o conhecia bem.

Mike Maignan (5,5) acertou apenas 31 de 38 passes (81,6%), abaixo da média de aproveitamento do próprio time (83,7%) — incomum para um goleiro moderno que deveria ser o primeiro construtor da saída de bola. Lucas Digne fechou com 5,4, a pior nota da partida: o erro que originou o pênalti foi determinante, mas o lateral continuou com dificuldades depois disso.

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