A Argentina se prepara para as quartas de final da Copa do Mundo neste sábado (11). O duelo com a Suíça, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, é visto por muitos torcedores da atual campeã como mais um passo rumo a uma nova conquista do troféu. No entanto, há uma incerteza que acompanha a equipe: os surpreendentes problemas de Messi nos pênaltis.
Confira a tabela da Copa do Mundo
Argentina sonha com mais um passo no Mundial
Para muitos, Lionel Messi é o melhor jogador da história, um talento excepcional que traz magia ao gramado. Nos Mundiais, o capitão da Argentina detém ainda vários recordes. Ao mesmo tempo, tem agora uma estatística que não condiz com o seu estatuto.

Desde as oitavas de final contra o Egito, que a Argentina venceu por 3 a 2, Messi ficou associado a um registro negativo e impactante nos livros de história do Mundial: é o jogador que mais pênaltis perdeu no tempo regulamentar de uma fase eliminatória. Esta fraqueza, especificamente, pode se tornar um fator decisivo em jogos de mata-mata equilibrados.
Os números são claros: neste torneio, Messi já bateu dois pênaltis e desperdiçou ambos. Em toda sua carreira em Copas, perdeu quatro dos oito que cobrou durante o tempo regulamentar. Para um jogador da sua categoria, a estatística é surpreendentemente baixa.
Um defeito incomum: a relação difícil de Messi com a marca de pênalti
Mesmo a sua estatística geral de pênaltis em jogos oficiais é bem melhor, mas não extraordinária. Dos 149 cobrados fora dos jogos por desempate, Messi converteu 116 – uma taxa de sucesso de cerca de 78%.
As causas só podem ser objeto de especulação. O "Wall Street Journal" se debruçou sobre a questão de saber porque o jogador mais completo da sua geração não brilha de forma consistente nos pênaltis. Com base em análises da FIFA, foi apontada a abordagem intuitiva de Messi como possível fator.
O seu longo tempo de espera, a olhada para o goleiro e a decisão tardia sobre o lado para onde chutar tornam-no imprevisível, mas também podem gerar menos confiança. O próprio Messi está consciente da sua fragilidade na marca dos 11 metros.
Após o jogo com o Egito, em que sua cobrança perdida colocou temporariamente a Argentina em apuros, mostrou-se autocrítico. Disse que ficou "muito zangado" consigo mesmo e que tinha "chutado mal mesmo". No entanto, isso não altera a sua exigência de assumir a responsabilidade nos momentos decisivos.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja tudo o que você precisa saber sobre o torneio:
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Messi já provou ter nervos de aço
Uma história curiosa sobre o problema de Messi com os pênaltis foi contada por Neymar em 2025. Durante o tempo que atuaram juntos no Paris Saint-Germain, Messi perguntou ao brasileiro uma vez sobre a sua técnica nas cobranças. A resposta de Neymar foi: "Treinar e experimentar".
Contudo, o sucesso desejado na marca dos 11 metros ainda não chegou.
Que Messi é capaz de fazer melhor é fato, e já demonstrou na Copa de 2022, no Catar. Na edição, converteu seis dos sete pênaltis que bateu, incluindo as cobranças nos desempates. É verdade que desperdiçou na fase de grupos contra a Polônia, mas nos momentos decisivos continuou assumindo a responsabilidade.
Na final contra a França, Messi marcou duas vezes de pênalti – uma no tempo regulamentar e outra no desempate. No final, conduziu a Argentina ao título. Contra a Suíça, uma nova cena da marca dos 11 metros pode voltar a decidir o rumo do Mundial. E, mais uma vez, um país inteiro vai estar atento à longa corrida de Lionel Messi.
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