Gusau confirmou a sua demissão durante coletiva de imprensa em Abuja, nesta quinta-feira (27), afirmando que tomou a decisão após consultar a sua família, amigos e principais intervenientes. A crise de liderança agravou-se após notícias de que a maioria dos 13 membros da direção da NFF tinha se demitido.
A NFF convocou uma reunião de emergência em Abuja para definir os próximos passos e abordar a situação do comitê executivo.
A situação ocorre a poucas semanas das eleições da NFF e após crescente pressão sobre a gestão do futebol nigeriano, que viu suas seleções terem desempenho decepcionante nos últimos meses. As reclamações sobre a diretoria se intensificaram depois das 10 vezes campeãs africanas não terem se classificado para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil.
A Nigéria tinha participado em todas as edições do Mundial desde o início da competição em 1991. No entanto, esse registro notável terminou depois da equipe ter sido eliminada por Camarões nas quartas de final da Copa Africana de Nações deste ano.
A derrota pôs fim à defesa do título da Nigéria e obrigou a equipe a disputar o play-off de acesso ao Mundial, onde acabou perdendo para a África do Sul. Antes disso, a seleção sub-20 não conseguiu se classificar para a Copa Africana de Nações sub-20 de 2027, após uma derrota humilhante para Burquina Faso.

Apesar dos Super Eagles terem terminado como vice-campeões na Copa das Nações Africanas de 2023 sob a administração de Gusau, o fato de não terem conseguido marcar presença em dois Mundiais consecutivos aumentou o escrutínio sobre a federação.
Além dos resultados dentro do gramado, a NFF tem também enfrentado questões relativas à sua gestão financeira.
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O Departamento de Serviços de Estado (DSS) teria se juntado a outras agências de segurança para analisar a utilização de um fundo de intervenção do Governo Federal no valor de 17 bilhões de nairas (R$ 65,8 milhões), aprovado em 2024, para liquidar salários em atraso, prêmios e outras obrigações devidas às seleções da Nigéria.
Com a NFF agora a enfrentar um vazio de liderança, os intervenientes esperam que a crise possa transformar-se numa oportunidade para maior responsabilização, reformas estruturais e um novo rumo para o futebol nigeriano.
