Um jornalista da AFP no estádio relatou que dezenas de bolas de tênis, estampadas com bandeiras da Palestina e a frase "Stop the Game", foram arremessadas por torcedores irlandeses por volta dos 11 minutos. O protesto aconteceu logo depois que a Irlanda marcou o único gol na vitória por 1 a 0.
Outras ondas de bolas caíram no gramado ainda no primeiro tempo, segundo o jornalista da AFP.
Seguranças, jogadores e o técnico islandês da Irlanda, Heimir Hallgrimsson, ajudaram a retirar as bolas durante duas paralisações, cada uma durando vários minutos.
Em um comunicado publicado no Instagram, um grupo chamado "The League of Ireland fans for Palestine" assumiu a autoria do protesto.
A ação teve como objetivo pressionar a Federação Irlandesa de Futebol (FAI) a cancelar os dois próximos jogos da Liga das Nações da UEFA contra Israel em setembro e outubro, segundo o comunicado.
"Estamos realmente comprometidos em impedir os jogos do outono. Essa campanha está só começando."
Em uma publicação na sexta-feira, o grupo pediu para que a FAI "ouça tanto seus jogadores quanto seus torcedores".
"A diretoria da FAI deve se recusar a disputar os jogos do outono contra Israel," afirmou.

A FAI vem sofrendo pressão crescente para boicotar as duas partidas, incluindo um jogo em casa em Dublin no dia 4 de outubro.
Vários políticos irlandeses pró-Palestina e figuras do futebol pediram para a federação desistir dos confrontos.
A FAI aprovou uma moção em novembro solicitando que a UEFA suspendesse imediatamente Israel das competições internacionais, mas não recebeu apoio da entidade máxima do futebol europeu.
Enquanto isso, novos protestos aconteceram no Dail — o parlamento irlandês — na quarta-feira por causa dos jogos.
Em outubro, Hallgrimsson foi um dos que pediram o banimento de Israel das competições internacionais de futebol.
Após o jogo de quinta-feira, Hallgrimsson disse que respeita o direito dos torcedores irlandeses de protestar, mesmo que os atrasos no primeiro tempo tenham sido frustrantes.
"Todo mundo tem o direito de protestar e, pensando apenas no lado do futebol, não é legal para a gente assistir a um jogo que precisa ser interrompido várias vezes," afirmou na coletiva pós-jogo. "Mas sim, respeitamos o protesto," disse.

