A ausência de 20 anos foi encerrada com muito drama nas Eliminatórias Europeias. A República Tcheca ficou em 2º lugar no grupo com Croácia, Ilhas Faroe, Montenegro e Gibraltar, e precisou da repescagem.
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Sob o comando do recém-chegado Miroslav Koubek, foram duas disputas de pênaltis contra Irlanda e Dinamarca para finalmente carimbar o passaporte rumo à Copa.
Curiosamente, no mesmo período em que ficou fora dos Mundiais, os tchecos disputaram todas as edições de Euro, inclusive com campanhas marcantes. Por exemplo, em 2012 e 2020, caíram apenas nas quartas de final, para Portugal e Dinamarca, respectivamente.
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Porém, o fato de uma seleção com tanta história - dois vice mundiais (1934 e 1962) nos tempos de Tchecoslováquia - estar fora da Copa do Mundo por 20 anos gerou uma grande pressão. Quem conta isso é Eduardo Santos, jogador do Red Bull Bragantino, mas com experiência no futebol tcheco.
Em entrevista exclusiva ao Flashscore, ele relata uma passagem com seus ex-companheiros que demonstra isso.
"Eu lembro de um jogo nas últimas Eliminatórias da Copa (2022) em que eles precisavam vencer e acabaram não conseguindo. Deu para ver que meus companheiros de time ficaram bem decepcionados. Tinha, sim, essa pressão por voltar. Conhecendo alguns desses jogadores de perto, eu sinto que voltar para a Copa foi uma conquista muito grande para eles", contou o jogador brasileiro.

Estilo de jogo
A República Tcheca tem como principal característica a força física. A média de altura do elenco é alta e a capacidade atlética dos jogadores é muito importante para o sucesso da equipe. Seja nas batalhas pelo alto, nas divididas por baixo ou para atacar os espaços.
Quase sempre montada em um esquema com três zagueiros, tem como estratégia mais comum marcar com bloco baixo e subir em velocidade. O desafogo é feito, sobretudo, com a participação do lateral-direito Vladimír Coufal. O jogador do Hoffenheim atua como ala e é presença frequente na construção ofensiva.
Os outros dois pilares da República Tcheca são Tomás Soucek e Patrik Schick. O primeiro é o típico meia box-to-box e que chega com muita qualidade à área para finalizar, tanto que possui 5 gols pelo West Ham na atual Premier League. O segundo é a esperança de gols dos tchecos e vem em grande temporada no Bayer Leverkusen.

A estrela
Se a República Tcheca for bem na Copa do Mundo de 2026, a certeza é que Patrik Schik terá um papel fundamental nisso. O jogador do Bayer Leverkusen é o tcheco mais decisivo da geração.
Na última boa campanha do país em um grande torneio, na Euro de 2020, o camisa 10 foi o artilheiro ao lado de Cristiano Ronaldo, com 5 gols.

Mesmo após cinco anos do seu auge pela seleção, Patrik Schick segue em alto nível no futebol alemão e possui 13 gols na Bundesliga 2025/26 até o inicio de maio. Desde a Euro 2020, disputada em 2021, o atacante tcheco superou os 15 gols em três das cinco temporadas (2021/22, 2024/25 e 2025/26).
Candidato a surpresa
Um dos três titulares tchecos que nunca atuaram fora do país, Lukás Provod é quem pode surpreender na Copa do Mundo. Com 29 anos, o jogador do Slavia Praga é um meio-campista completo, tanto que atua como armador e segundo volante. Promessa da República Tcheca no final da última década, o camisa 14 da seleção foi muito atrapalhado por lesões em sua carreira.

Eduardo Santos, ex-companheiro de Provod no Slavia Praga, contou ao Flashscore que o jogador sempre foi muito observado por seus compatriotas e destacou a sua polivalência.
"O Provod é um volante, meia, daquele tipo de jogador que chega na área, tem boa finalização de fora, chuta bem. Havia uma grande esperança de que ele despontasse, mas algumas lesões interromperam um pouco a trajetória dele. É um nome interessante", comentou Eduardo Santos.

Como é vivido o futebol na República Tcheca?
A República Tcheca é uma gigante do futebol adormecida. Seu hiato de 20 anos do Mundial não combina com o passado como Tchecoslováquia, quando disputou 6 das primeiras 9 Copas do Mundo e ainda foi campeã europeia em 1976.
"Eles têm uma paixão muito grande pelo futebol. Claro que não é igual ao Brasil — lembro de uma entrevista do Denilson falando sobre essa diferença de cobrança de torcedor na Europa, e de fato não tem essa intensidade que a gente tem aqui. Mas a paixão pelos clubes, a ambição de ser campeão e chegar longe nos campeonatos, isso é bem parecido, senão igual", analisou Eduardo Santos.
Além da óbvia relação com os clubes, há, sim, um envolvimento grande com a seleção. Eduardo confidenciou que os jogadores tchecos com quem trabalhou ficavam muito decepcionados quando as coisas não ocorriam bem nas grandes competições.
"Eles são muito apaixonados pelo futebol, estão sempre querendo ganhar. Quando não atingiam os objetivos que esperavam na Eurocopa, a decepção era visível. É um país que leva isso muito a sério e é um trabalho que às vezes leva um pouco mais de tempo para dar resultado", completou.
Agenda da República Tcheca na Copa do Mundo
11/6 (quinta-feira)
23h - Coreia do Sul x República Tcheca (Guadalajara) - CazéTV e Flashscore (narração em áudio no site e no app)
18/6 (quinta-feira)
13h - República Tcheca x África do Sul (Atlanta) - CazéTV e Flashscore (narração em áudio no site e no app)
24/6 (quarta-feira)
22h - República Tcheca x México (Cidade do México) - CazéTV
