Memphis reiterou o desejo de permanecer no Parque São Jorge, mas admitiu que a engenharia financeira ainda é obstáculo. Seu vínculo com o Timão termina durante a Copa.
“Eu ganho muito dinheiro há muitos anos, jogo profissionalmente desde os 16. Fiz meu primeiro milhão aos 19 anos. Não vim para o Brasil para fazer milhões, eu já fazia milhões muito antes de chegar aqui. Tudo o que eu quero é retribuir", disparou o holandês na zona mista da Neo Química Arena após a derrota por 2 a 0 para o Platense, pela Libertadores.
Atualmente, o Corinthians deve cerca de R$ 42 milhões a Memphis. Ao ser questionado diretamente sobre essa dívida da diretoria, o atacante rebateu o repórter com ironia antes de explicar o cenário.
“Não se preocupe com isso... Por que você quer cuidar do meu bolso? É o seu dinheiro?”, rebateu. “Primeiro precisa haver uma boa negociação, a renovação e tudo mais. E isso será tratado de forma privada", garantiu.
Nos bastidores, no entanto, o estafe do jogador sinaliza com uma postura flexível: os representantes de Memphis estão dispostos a diluir o pagamento desses R$ 42 milhões ao longo de um novo contrato, que teria validade até o meio de 2028.
Prazos contratuais e a busca por dinheiro
A situação contratual de Memphis tem duas datas importantes no horizonte: o registro do atleta na Federação Paulista de Futebol (FPF) expira no dia 20 de junho, enquanto o vínculo contratual com o Timão vai até 31 de julho.
Livre da lesão muscular na coxa direita que o afastou dos últimos jogos, o atacante deixou claro que sente ter "contas a pagar" com a torcida alvinegra:
“Eu acho que meu trabalho aqui ainda não acabou. Nós temos que nos sentar e conversar sobre o futuro para ver o que faremos. Para mim, está muito claro: eu amo este clube e quero ficar", finalizou.
Para viabilizar a permanência, o holandês já aceitou reduzir seu patamar salarial e modificar o atual modelo de contrato, visto hoje como insustentável pelas finanças do clube.
O presidente Osmar Stabile já admitiu publicamente que o Corinthians não tem receitas próprias para bancar o atacante a partir de julho. A estratégia da diretoria é buscar parceiros comerciais e empresas dispostas a arcar com os vencimentos de Memphis — uma saída que o próprio estafe do jogador, no momento, considera improvável.
