“A defesa não está sendo vazada porque existe um comprometimento muito grande dos 11 jogadores em defender desde que cheguei aqui.” O espírito aguerrido do ex-treinador da Seleção Brasileira — sete gols sofridos em seis jogos (2V, 1E, 3D) — pode estar por trás do desempenho alvinegro neste momento.
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Também pesa o contexto das expulsões, que fizeram o Corinthians atuar em desvantagem numérica durante boa parte dos jogos contra Palmeiras e Vasco. Para Diniz, porém, o principal fator é outro: ele encontrou um grupo que assimilou rapidamente suas ideias.

“Quando a defesa é vazada, achamos que é a linha de quatro, talvez o volante e o goleiro. Estou bem contente com o que tenho visto nos treinos e nos jogos.”
No curto recorte da Libertadores — apenas dois jogos até agora — o Corinthians também aparece bem no comparativo com os outros 31 times da fase de grupos. Apenas o clube paulista e o Rosario Central, da Argentina, ainda estão com baliza zero na fase de grupos.
Além disso, no ranking das equipes que menos sofreram finalizações, o Timão divide a liderança com o Flamengo entre os que melhor estão fechando a casinha. Foram apenas três chutes contra o goleiro Hugo Souza, que atuou nas duas partidas do Corinthians na competição.

Pressão adiantada
Se o espírito de atuar sempre com sangue nos olhos ajuda a explicar o desempenho defensivo até aqui, há outro dado que mostra que o DNA do futebol idealizado por Diniz também aparece no ataque. Entre as equipes que mais pressionam o adversário no campo ofensivo, o Timão está entre as cinco que iniciam a pressão mais à frente.
A linha média de marcação, na Libertadores, está a 37 metros do gol adversário. São números que reforçam a tese, defendida pelo próprio treinador, de que os atacantes podem ajudar a construir as melhores defesas.

Somando todos os jogos de Diniz no comando do Corinthians, a meta alvinegra sofreu uma média de 2,8 finalizações por partida. Os números mais altos vieram justamente contra Palmeiras e Vasco, partidas marcadas por expulsões corintianas.
Além de baixar a temperatura emocional do time, a missão do treinador — e isso será colocado à prova contra o Peñarol, pela Libertadores — é fazer florescer as associações ofensivas que tanto gosta de ver em campo.

Até aqui, a solidez defensiva do Timão contrasta com a média de um gol por jogo. Entram nessa conta o empate em 0 a 0 com o Vitória, uma das partidas mais pobres ofensivamente do ano, e o duelo contra o Barra-SC, pela Copa do Brasil.
Equipe da Série A diante de um rival da Série C, o Corinthians encontrou dificuldades e viu o adversário fazer bom jogo na Ressacada, em Florianópolis.
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