Para quem pensa que Di María voltou para ser um jogador de alto nível decorativo, apenas para alguns momentos durante o jogo, os números mostram exatamente o contrário. Na fase de grupos da Libertadores, ele atuou em cinco jogos com a camisa dos Canallas e, na maioria deles, atuou quase até o fim.
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São dois gols na competição sul-americana. Além disso, Di María é um dos líderes do elenco rosarino em passes decisivos e condução de bola. O que mostra que, atuando como uma espécie de meio-campo (e não mais um ponta veloz pelas laterais), o campeão do mundo pela Argentina no Catar virou o verdadeiro maestro do Rosário Central.

Time ajustado
Há pouco mais de um ano no clube, Di María já conquistou um troféu nacional (em 2025, na Argentina, foram três títulos distribuídos ao longo do ano) e ajudou a recolocar, após 10 anos, o Rosário Central novamente no mata-mata da Libertadores.

Mas a equipe argentina, que também aposta no fator casa para embalar na Libertadores, no famoso Gigante de Arroyito, vai além de Di María. Entre as 16 equipes que permanecem na competição, o clube dirigido pelo técnico Almirón tem a melhor defesa. Sofreu apenas um gol, na derrota para o Del Valle, no Equador, por 1 a 0. É o único revés também nos seis jogos.
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Neste ano, foram 16 jogos como local, como gostam de dizer os argentinos. Neste contexto, são 10 triunfos, quatro empates e apenas duas derrotas. A invencibilidade em Rosário é de 11 jogos. O time não perde desde o dia 20 de fevereiro, quando caiu por 1 a 0 para o Talleres, pela Liga Argentina.

Com a 11 albiceleste
Di María também construiu uma história gigantesca com a seleção argentina, embora tenha passado anos convivendo com críticas e frustrações. Estreou em 2008 e, ao longo de 16 anos, disputou 145 partidas pela Albiceleste, tornando-se o terceiro jogador com mais jogos pela seleção, atrás apenas de Messi e Mascherano.
Foi campeão olímpico em 2008, marcando o gol do título contra a Nigéria, e protagonista na conquista da Copa América de 2021, com o gol da vitória sobre o Brasil. Também venceu a Finalíssima de 2022 e, no mesmo ano, marcou na final da Copa do Mundo contra a França. A despedida veio em grande estilo: em 2024, Di María conquistou novamente a Copa América e encerrou sua trajetória pela seleção como um dos símbolos da geração mais vitoriosa da história argentina.
