O próximo desafio contra o Bolívar, pela 3ª rodada da fase de grupos da Libertadores, será no Estádio Hernando Siles, a 3.650 metros de altitude.
Para o Fluminense, vencer em La Paz vale mais do que três pontos: é a oportunidade de conquistar um 'fôlego extra' e espantar fantasmas históricos, agora sob o comando de quem conhece como poucos os atalhos das alturas.
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Hernando Siles: um palco conhecido

Esta será a quinta visita do Fluminense ao Estádio Hernando Siles, um palco de lembranças amargas para o Tricolor. Em quatro partidas disputadas no local, o aproveitamento do clube carioca é de apenas 33%.

A única vez que o Fluminense jogou na Bolívia fora do Hernando Siles foi em 2018. Na ocasião, o Tricolor foi derrotado pelo Nacional Potosí por 2 a 0 no Estádio Victor Agustín Ugarte, em partida válida pela Sul-Americana daquele ano.
O desafio da altitude
Ao ampliarmos o cenário, o histórico nas alturas acende um sinal de alerta para o técnico Luis Zubeldía. Os números mostram que o desempenho do time cai drasticamente em condições de ar rarefeito; curiosamente, a única vitória do Fluminense atuando acima dos 3 mil metros de altitude foi justamente contra o Bolívar, o adversário desta quinta-feira.
Desde o início do século XXI, o Fluminense disputou dez partidas na altitude e conquistou apenas duas vitórias, acumulando sete derrotas e um empate. Esse histórico negativo inclui as dolorosas finais da Libertadores de 2008 e da Sul-Americana de 2009, além do jogo de ida da Recopa em 2024 — confronto que o Tricolor conseguiu reverter no Maracanã para ficar com o título.

Bom retrospecto contra colombianos
Em contraste com os desafios na altitude, o Tricolor ostenta um histórico positivo contra equipes colombianas. Ao todo, o Fluminense soma 11 embates contra times do país, com seis vitórias, dois empates e três derrotas — um aproveitamento sólido que traz confiança para o cenário continental.

Luis Zubeldía: o trunfo contra o ar rarefeito
O Fluminense tem uma carta na manga para o duelo em La Paz: o conhecimento profundo de Luis Zubeldía sobre a altitude. Por ter comandado a LDU — historicamente o maior algoz tricolor nas alturas —, o atual treinador conhece como poucos os atalhos e as dificuldades de se jogar sob condições atmosféricas extremas.

Zubeldía carrega no currículo quatro anos de experiência à frente da LDU, somando suas duas passagens pelo clube equatoriano. Em entrevista coletiva após a vitória sobre a Chapecoense, o treinador sinalizou que a estratégia para superar as condições adversas pode passar pela utilização de atletas mais experientes:
“Já vivi muitas partidas na altitude e acredito na existência de uma ‘memória fisiológica’. Aprendi isso com um professor que dirigiu o Boca Juniors: jogadores habituados a essas condições mantêm certa adaptação, mesmo após passarem tempo longe. Um equatoriano que atua na Europa e retorna a Quito, por exemplo, ainda preserva essa memória. Ele vai sentir o desgaste, claro, mas consegue lidar melhor com a situação”, explicou o técnico.
Em busca da primeira vitória

Apesar da boa campanha apresentada no Brasileirão 2026, o Fluminense ainda busca sua primeira vitória nesta Libertadores. O revés sofrido em casa para o Independiente Rivadavia na última rodada acendeu um alerta histórico: o Tricolor igualou seu pior início na competição, repetindo a marca de 1985, quando somou apenas um ponto em dois jogos.
Naquela edição, o clube se despediu precocemente com três derrotas e três empates. Agora, um triunfo na Bolívia pode recolocar o time carioca na zona de classificação, desde que o Deportivo La Guaira tropece diante do líder Rivadavia.
O Flashscore transmite as emoções do jogo entre Bolívar x Fluminense, nesta quinta (30), às 19h. Acompanhe a narração ao vivo de Luís Victa, no nosso app e site Flashscore.
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