Um dos líderes da equipe, Raphinha voltou a brilhar sob o comando do técnico Hansi Flick. O brasileiro tem 19 gols e 7 assistências em todas as competições na atual temporada.
Sua lesão mais recente, a terceira na coxa desde agosto, provocou novamente uma queda nos resultados do Barça, principalmente na derrota de 2 a 0 no Camp Nou para o rival Atlético de Madrid, pela ida das quartas da Liga dos Campeões. Esta foi a primeira vez em 20 anos que o time madrilenho venceu em Barcelona.
Ausência na goleada do Atleti
Os Rojiblancos também foram vitoriosos durante a última atuação de Raphinha pela equipe, quando golearam o Barça por 4 a 0 no jogo de ida da semifinal da Copa do Rei.
O Barça também venceu na ausência de Raphinha, incluindo uma goleada sobre o Espanyol e uma vitória na Copa do Rei em Albacete, mas nenhuma dessas partidas pode ser usada como parâmetro por conta do péssimo retrospecto recente dos adversários.

Talvez um reflexo mais verdadeiro da falta que o brasileiro fez tenha ocorrido no início da temporada, quando ele ficou de fora por 9 jogos consecutivos.
Nessa série, houve uma derrota por 4 a 1 para o Sevilla, uma derrota por 2 a 1 no El Clasico para o Real Madrid e um empate em 3 a 3 contra o Club Brugge na Liga dos Campeões.
Barça cai sem Raphinha
Nos jogos mais importantes desta temporada, o Barça tem deixado a desejar.
Marcus Rashford tem sido ostensivamente o cara no lugar do brasileiro, e ele produziu bons números para uma primeira temporada com o clube, especialmente como um jogador que vinha em queda.
No entanto, apesar de dar o melhor exemplo possível, o inglês não está no mesmo nível de Raphinha.

Grandes números, apesar das lesões
O brasileiro percorre o gramado como nenhum outro jogador, e nenhuma bola é uma causa perdida.
Sua produção de gols e assistências em 25/26 só é superada por Lamine Yamal, sendo que o jovem prodígio jogou 12 partidas (e aproximadamente 1.500 minutos) a mais do que ele até agora nesta temporada.

Os 57 cruzamentos de Raphinha estão atrás apenas de Lamine, com uma taxa de sucesso de 30,4% – atrás apenas de Jules Kounde e João Cancelo.
Fermin López e Lamine Yamal são os dois jogadores que geraram um pouco mais do que as 18 grandes chances de Raphinha, e Rashford é o único jogador que criou mais do que as 17 chances do brasileiro em jogadas de bola parada.
Um aproveitamento de 50% nos desarmes - ele ganhou e perdeu 14 de suas 28 tentativas - é aceitável para um jogador cuja defesa não é necessariamente sua principal preocupação, mas também não se pode dizer que seja seu ponto forte. O mesmo vale para seus 15 desarmes e oito interceptações.
Quesito que Raphinha tem de melhorar
Se há uma área em que ele pode melhorar, é a conclusão de passes.
Um aproveitamento de 80,7% não parece particularmente ruim até que se perceba que apenas Ferran Torres e Robert Lewandowski estão em pior situação nesse quesito.
Não há dúvida de que Raphinha continua sendo essencial para a maneira como Flick quer que o time do Barcelona jogue.
Defender na frente, perseguindo os adversários em todas as oportunidades e, ao mesmo tempo, fazer jogadas cintilantes pelas laterais, é um pré-requisito.
A confiança, o brilho e a energia que o brasileiro dá ao time, sua evolução como líder da equipe e a maneira como ele aborda cada jogo garantem que ele continue sendo referência para seus companheiros, diretoria e torcida.
Considerando o quanto o Atlético estava vulnerável na primeira meia hora do segundo jogo da Champions, não é difícil imaginar o quanto Raphinha teria lucrado pelo lado esquerdo.
Aquele jogo foi certamente uma das melhores atuações do Barça na temporada e mostra que o time pode lidar com a ausência do brasileiro; no entanto, com ele em campo, os catalães poderiam muito bem ter chegado a uma semifinal contra o Arsenal.
Embora os Blaugranas ainda estejam nove pontos à frente na LaLiga, quanto mais rápido o camisa 11 puder voltar, mais perto do título espanhol o Barça vai estar.

