Tebas considerou ainda que o tempo de Gianni Infantino "(estava) ultrapassado", denunciando ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, nesta terça-feira (21), um "sistema viciado desde a base" que lhe permite liderar a FIFA há uma década.
"Aumentar o número de seleções não faz sentido. A indústria do futebol não se resume ao Mundial, por mais importante que seja. Estão destruindo a indústria do futebol, aquela que gera dezenas de milhares de empregos, por um evento que dura 40 dias e envolve apenas uma minoria de jogadores", afirmou o presidente da liga espanhola.
"Manifestamos repetidamente as nossas preocupações quanto ao calendário das competições. E agora querem organizar um Mundial com 64 equipes", lamentou o dirigente, frisando que "são as competições nacionais que sustentam o esporte".
"Precisamos de menos seleções e de uma melhor proteção do futebol nacional em todos os níveis. Eles não se tocam disso e tomam decisões de forma irresponsável", acrescentou Tebas.
Na abertura da Copa em junho, Gianni Infantino citou "discussões sobre uma expansão para 64 equipes" para o centenário do Mundial em 2030, que será disputado em vários países (Portugal, Espanha, Marrocos, mas também Paraguai, Uruguai e Argentina).
O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, considerou em abril que um formato desses "não era uma boa ideia para o Mundial (nem) para a classificação".
