A eficácia do ponta brasileiro na competição continental é traduzida em números avassaladores: nesta temporada, Martinelli precisou de apenas 63 minutos para participar diretamente de um gol na Champions League.
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Com um saldo de seis gols e duas assistências em 507 minutos em campo, o brasileiro detém a melhor média de eficiência entre todos os jogadores da história do Arsenal que atuaram por pelo menos 500 minutos em uma única edição do torneio.

Esse desempenho cirúrgico sob as luzes da Europa não apenas justifica o prestígio com a comissão técnica da Seleção, mas também isola o torneio como o cenário onde o camisa 11 atinge seu ápice técnico.
O desempenho de Martinelli na Champions assegurou sua titularidade no empate em 0 a 0 com o Sporting, no Emirates. Embora não tenha marcado, os números confirmam sua maior relevância continental: ele foi titular em 54,54% das partidas da Champions (6 de 11), índice significativamente superior aos 38,46% registrados na Premier League (10 de 26).
Onde o calo aperta: o Campeonato Inglês
Se na Champions League Gabriel Martinelli é o principal artilheiro do Arsenal e do futebol brasileiro, com seis gols, o mesmo não se pode dizer na Premier League. No torneio nacional, o atacante balançou as redes uma única vez nesta temporada: no dia 21 de setembro de 2025, no empate em 1 a 1 com o Manchester City, no Emirates, pela 5ª rodada.
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Essa disparidade entre as competições evidencia um longo período de seca nos gramados ingleses. Ou seja, o atacante está há quase sete meses sem marcar um gol pela Premier League, um intervalo que contrasta drasticamente com sua veia artilheira na Champions. Desde aquele gol solitário contra o Manchester City, marcado já nos acréscimos, o camisa 11 participou de 21 rodadas da liga nacional sem conseguir repetir o feito.

Estatisticamente, Martinelli vive seu ano menos produtivo no Campeonato Inglês. O desempenho atual fica abaixo até do registrado em 2020/21, temporada marcada por uma grave lesão, na qual marcou dois gols em apenas 14 jogos. O contraste é nítido em relação ao seu auge em 2022/23: naquela edição, o brasileiro brilhou com 15 gols e cinco assistências, consolidando-se como titular absoluto em 34 das 36 atuações.

Saindo do banco de reservas
A produção de Martinelli na Premier League guarda uma curiosidade: suas três assistências na temporada foram registradas nos últimos nove jogos, sempre vindo do banco. Esse papel de coringa foi o mesmo que exerceu no gol contra o City, quando entrou aos 35 minutos do segundo tempo e balançou as redes nos acréscimos, assegurando o empate no Emirates.

Seu concorrente direto por uma vaga no time titular é Leandro Trossard. Entre os torcedores do Arsenal, alimenta-se uma espécie de mística de que o melhor entre eles é sempre aquele que inicia no banco de reservas.
De qualquer forma, os números do belga na Premier League superam os de Martinelli: em 27 partidas — sendo 18 como titular —, Trossard anotou cinco gols e distribuiu cinco assistências.
Confiança de Ancelotti
Mesmo com atuações discretas na Premier League, Martinelli parece ter conquistado a confiança de Ancelotti: são seis jogos e dois gols em quatro convocações desde que o italiano assumiu o Brasil. O tento no 3 a 1 contra a Croácia, em março, ratificou sua importância às vésperas da convocação final.

Mas o trunfo do jogador do Arsenal vai além do presente; ele carrega a experiência de 2022, quando surpreendeu ao ser chamado por Tite. Se há quatro anos ele era uma aposta, hoje Martinelli surge como a possibilidade de uma opção segura para o Mundial de 2026.
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Tudo ou nada contra o City
Com o Arsenal contra a parede na Premier League, o clube londrino se prepara para um duelo chave com o Manchester City neste domingo (19), às 12h30 (de Brasília), no Etihad. Mesmo vindo do banco, Martinelli encara o reencontro com os Citizens como a chance de quebrar o jejum que o persegue desde setembro.

Essa memória positiva recente contra o City reforça a crença de que Martinelli pode ser peça-chave para um Arsenal que busca espantar os fantasmas do passado e se livrar do estigma de quem oscila nos momentos decisivos da Premier League.
Em última análise, o sucesso no clássico deste fim de semana é a peça que falta para reconectar as duas versões do brasileiro e assegurar que ele chegue ao dia 18 de maio como um nome incontestável para defender a Seleção em mais uma Copa do Mundo.

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