Os três centroavantes já vestiram a camisa da Seleção Brasileira e trabalham de olho em novas oportunidades com Carlo Ancelotti neste ciclo. Segundo dados da Opta, o trio apresenta uma evolução estatística consistente dentro de campo, sustentando as boas atuações e credenciando a briga por uma vaga na Seleção.

Matheus Cunha: mais garçom que artilheiro
Sem marcar desde o dia 20 de setembro, Matheus Cunha voltou a balançar as redes com dois gols que garantiram a virada do Manchester United. Os tentos foram anotados de dentro da grande área, zona que tem se consolidado como o habitat natural do camisa 10 dos Red Devils.
Apesar da presença constante na área, Cunha não tem atuado como um centroavante fixo. Segundo os dados da Opta, o atacante brasileiro cumpre um papel fundamental na articulação ofensiva, conectando o meio-campo ao ataque e acumulando 14 chances criadas e duas assistências na temporada até aqui.

Evanilson: o brilho brasileiro no Bournemouth
O início de temporada de Evanilson tem sido de sucesso: nos últimos seis jogos, o atacante marcou cinco gols e deu uma assistência. Após balançar as redes contra o Leeds United neste fim de semana e ajudar o Bournemouth a alcançar mais um triunfo, o jogador ganhou ainda mais destaque, chegando a nove participações em gols em 12 partidas disputadas — três pela Liga Europa.

Assim como Matheus Cunha, a maioria dos gols de Evanilson aconteceu de dentro da grande área, zona de onde o centroavante do Bournemouth mais finaliza. Os dados da Opta mostram que, na Premier League, o atacante já superou os seus gols esperados (xG) de 3,7, justificando a alta eficiência e a precisão de suas finalizações no campeonato inglês.

Igor Thiago: o amuleto do Brentford
A sequência de participações em gols de Igor Thiago na Premier League e na Carabao Cup tem fortalecido o setor ofensivo do Brentford, que atualmente ocupa a 6ª posição do Campeonato Inglês. O atacante brasileiro soma quatro gols e duas assistências nos 12 jogos disputados na temporada.

De acordo com a Opta, Igor Thiago também dá prioridade às finalizações de dentro da grande área. Com 4,1 de gols esperados (xG), o atacante do Brentford apresenta um volume de oportunidades considerável, mas a conversão atual de apenas dois gols mostra que ele ainda está finalizando menos do que é esperado — diferentemente de Evanilson, que tem conseguido converter além do seu xG.

Os três atacantes brilharam na última semana com as camisas de seus clubes e compartilham outros importantes pontos em comum: além da grande presença na área adversária, continuam a levar o brilho do futebol brasileiro para a Inglaterra.
Os centroavantes dividem o sonho de voltar a ser lembrados por Carlo Ancelotti para o novo ciclo da Seleção Brasileira. Como também têm idades próximas, a esperança de vestir a Amarelinha novamente permanece cada vez mais acesa para o trio.
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