Soma-se a isso o fato de que nenhum dos grandes nomes dos últimos 40 anos, também pela primeira vez, estará no comando de um time inglês.
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Alex Ferguson, Arsène Wenger, José Mourinho, Jürgen Klopp e Pep Guardiola, juntos, levantaram 26 dos 34 títulos desde a temporada 1985/86. E o campeonato que começa agora abre espaço para uma outra marca cair.

É raro um treinador novo ser campeão em seu primeiro ano na Premier League. Fato que ocorreu apenas seis vezes e, curiosamente, três vezes no mesmo clube, o Chelsea.
O espanhol Mikel Arteta, discípulo de Pep Guardiola, é agora o treinador mais longevo do campeonato inglês. O contrato dele com o Arsenal começou em dezembro de 2019. Fora ele, todos os outros treinadores que não chegaram neste ano aos seus clubes têm menos de quatro anos no cargo.
Das nove mudanças, três ocorrem nos chamados Big Six. No Manchester City, após a saída de Guardiola, chegou Enzo Maresca. O italiano de 46 anos conhece bastante o futebol inglês e o próprio City, onde já trabalhou nas categorias de base e, inclusive, foi assistente de Guardiola.

No Liverpool, a aposta será em Andoni Iraola, treinador espanhol de 44 anos, que atua há oito temporadas como técnico. Será o primeiro grande desafio de Iraola, que, nos clubes por onde passou (AEK Larnaca, Mirandés, Rayo Vallecano e Bournemouth), sempre orbitou entre os 50% de aproveitamento.
A outra mudança entre os grandes clubes ingleses ocorreu no londrino Chelsea. Xabi Alonso chega para tentar recolocar a taça da Premier League, com sua coroa em ouro 24 quilates, na sala do clube após nove anos.

As nove chegadas:
- Liverpool: Andoni Iraola
- Manchester City: Enzo Maresca
- Chelsea: Xabi Alonso
- Bournemouth: Marco Rose
- Nottingham Forest: Oliver Glasner
- Crystal Palace: Pierre Sage
- Fulham: Álvaro Arbeloa
- Ipswich Town: Gary O'Neil
- Newcastle: Matthias Jaissle

Os 45% de times com técnicos novos na Inglaterra ultrapassam o recorde de oito mudanças de 2016/17, o ano em que Guardiola chegou ao City. Antes, haviam ocorrido sete mudanças na temporada 1995/96 e seis em 2012/13.
Por mais que as diretorias dos times ingleses estejam, mesmo que a passos lentos, se aproximando do estilo de tomada de decisão dos cartolas brasileiros, há ainda um oceano a ser atravessado.

No Brasil ainda se troca de treinadores três vezes mais do que na Inglaterra durante a temporada, em média, segundo o recorte que vai de 2021 a 2025.
Foram 21 demissões, em média, por temporada entre os times da Série A, contra 6,6 entre os clubes da Premier League. A ver quantos dos novatos vão chegar ao mês de maio, quando termina a temporada na Europa, em seus cargos.
