Ir para o conteúdo principal

Kaká volta ao San Siro antes de dérbi e entra no Hall da Fama do Milan

Kaká, ex-jogador do Milan
Kaká, ex-jogador do MilanPIERO CRUCIATTI / AFP

O ex-jogador Kaká voltou, neste sábado (31), ao estádio San Siro, que lhe deu muitas alegrias vestindo a camisa do Milan. A presença no estádio, desta vez, foi para entrar no Hall da Fama do clube rossonero, despertando muitas emoções e lembranças no brasileiro.

A presença de Kaká aconteceu antes do clássico entre Milan e Inter de Milão, que terminou com vitória do seu ex-time por 3 a 1. Kaká recebeu um troféu criado pela Tiffany & Co., marca da qual é embaixador no Brasil.

Confira a classificação da Serie A

Em entrevista à Gazzetta dello Sport, o ex-Bola de Ouro falou sobre o presente do Milan e a luta pelo título. Ele também recordou alguns momentos da sua carreira e falou sobre sua relação com Gennaro Gattuso e o futuro da Seleção Brasileira.

Aposta em Ramos e Modric

O brasileiro vê uma equipe muito diferente daquela das últimas temporadas, sobretudo na distribuição das responsabilidades ofensivas.

"Está em construção. Durante sete anos, foi o Milan de Rafael Leão, um jogador enorme em quem se apostava muito. Agora é diferente, a equipe é um coletivo com rostos novos e dois mestres: Modric continua a ser o cérebro, além de Rabiot. E Ramos é um goleador".

O ex-número 22 rossonero considera que é necessário dar tempo ao novo grupo, sem abdicar das ambições: "Será preciso algum tempo para montar a equipe. O importante é apontar sempre para o topo, também na Liga Europa".

O brasileiro também recordou a temporada anterior, que terminou sem a classificação para a Liga dos Campeões: "Acredito que todos os torcedores esperavam a classificação para a Liga dos Campeões. Foi uma quebra física, mental? Talvez um pouco de tudo. Quando a confiança começa a faltar, tudo muda. Agora, porém, é preciso lutar para voltar à mais bonita das competições europeias. A Liga dos Campeões é especial", revela. 

Kaká não exclui o Milan da luta pelo título

A vantagem da Inter de Milão na classificação não é suficiente para convencer Kaká de que o campeonato já tomou um rumo definido. O ex-meia da Seleção reconhece os méritos da equipe de Cristian Chivu, mas considera que a luta pelo título continua em aberto: "É o clube que continua a fazer um bom trabalho depois da temporada passada. É a equipe a ser batida, mas nós, milanistas, podemos fazê-lo já neste dérbi", antecipou. 

A vitória do Milan fez o time entrar no G4 e diminuir a diferença para a agora vice-líder Inter para 4 pontos. 

O brasileiro não considera os nerazzurri inalcançáveis e pede ao Milan maior consistência: "Não diria que a luta pelo título é uma corrida solitária, como pensam. Vejo o caminho para o título em aberto. O campeonato é longo. O Milan precisa ser consistente. Até agora, tinha ido melhor no campeonato do que na Europa. Haverá momentos de quebra das outras equipes e será preciso aproveitá-los", lembra. 

Apesar da forte rivalidade entre os dois clubes, Kaká guarda também boas recordações dos adversários que encarou ao longo da carreira. A Inter o ajudou a crescer precisamente pelo nível dos jogos. "Uma relação de grande respeito. Sempre encarei a competição como algo que me faz crescer", conta. 

À rivalidade se misturava, na sua época, com amizades importantes de compatriotas: "Mas com os brasileiros do meu tempo, Maicon, Julio e os outros, havia amizade. E também com os argentinos: muitos outros eram e continuam a ser amigos, como Materazzi", detalha.

Do primeiro gol com Gattuso ao Hall of Fame

O dérbi tem um significado especial para Kaká, que marcou precisamente frente à Inter o seu primeiro gol com a camisa do Milan. Uma recordação ligada a outro protagonista da história rossonera: "Foi um gol de cabeça, após um cruzamento do Gattuso. Fantástico", recorda-se.

Sobre Gattuso, Kaká afirmou estar particularmente feliz com o percurso do ex-companheiro, atualmente no comando técnico da Lazio: "O trabalho de treinador é difícil. Agora, ele está fazendo um trabalho verdadeiramente bom como treinador. Tem um caráter muito especial, é alguém que quer sempre ganhar e fico feliz por ele conseguir expressar-se da melhor forma. É um grande amigo, torço sempre pelos meus amigos e estou muito feliz", garante.

Uma carreira como treinador, por outro lado, não parece fazer parte dos seus planos imediatos, embora não feche totalmente a porta: "Digamos que não, pelo menos para já. As tensões e o trabalho de treinador não são para mim. Mas podemos voltar a falar disso daqui a uns dois anos", pondera.

De Ancelotti à Bola de Ouro

Durante a entrevista, Kaká comentou também as demissões de Paolo Maldini e Leonardo dos respetivos cargos na seleção italiana. O ex-jogador rossonero teria preferido ver os dois dirigentes prosseguir no seu trabalho.

"Fiquei surpreendido com o pouco tempo que passou antes das suas demissões. À distância, é difícil julgar, mas acredito que teria sido bom para o futebol italiano ter pessoas tão competentes na liderança. Espero que a Itália recupere rapidamente o seu lugar", projeta.

Quanto ao Brasil, a opinião sobre o trabalho de Carlo Ancelotti é de confiança, apesar das dificuldades encontradas na Copa. "É preciso algum tempo. A Seleção é diferente de um clube, onde se está todos os dias avaliando os jogadores. O Ancelotti só pôde trabalhar com o grupo durante um ano", lembra. O brasileiro olha sobretudo para o próximo ciclo, convencido de que o treinador italiano poderá beneficiar de uma preparação mais longa: "Tenho muita confiança", afirma. 

Kaká, Inzaghi e Maldini
Kaká, Inzaghi e MaldiniKAZUHIRO NOGI / AFP

Vencedor da Bola de Ouro em 2007, Kaká também deu a sua opinião sobre o prêmio dado a Harry Kane, escolhido à frente de Kylian Mbappé e Lamine Yamal: "Foi uma escolha justa. O Harry Kane esteve muito bem, foi protagonista no Bayern Munique. O Mbappé não conquistou muito com o Real Madrid, o Lamine alcançou títulos com o Barcelona, mas não foi tão determinante como se esperava. Eles terão o seu momento, mas me parece uma escolha coerente tendo em conta o rendimento na temporada", analisa.

Por fim, houve palavras de apreço por Cesc Fàbregas, que continua a alcançar resultados importantes no comando do Como: "Sim, encontrei o Cesc na Copa, conversamos um pouco e dei-lhe os parabéns, porque é muito bom o trabalho que faz com o Como. Não podemos esquecer de que o futebol italiano é difícil e que os jogadores são muito importantes, mas ele está gerindo tudo da melhor forma", sentencia.

Receba todas as notícias sobre seus times e jogadores favoritos

Transferências, entrevistas e mais: agora você pode receber notificações das principais notícias de seus jogadores e times favoritos.

Como ativar as notificações personalizadas?

Você agora pode receber só notícia de seus craques favoritos
Você agora pode receber só notícia de seus craques favoritosFlashscore
Escolha o Flashscore no GoogleVeja nossas matérias com mais frequência
AdicionarAdicionar no Google

Futebol