Muito antes de a bola rolar, os torcedores já davam o tom da festa. Vestidos predominantemente de vermelho, eles transformaram as arquibancadas em uma extensão de Casablanca, Rabat ou Tânger.
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O hino nacional foi cantado a plenos pulmões e emocionou, em uma demonstração de apoio que se manteve durante os 90 minutos, mesmo quando Odegaard empatou o placar.

É exatamente este o clima que espera o Brasil daqui a seis dias, quando Marrocos cruzará o caminho do time pentacampeão mundial na rodada inaugural do Grupo C da Copa do Mundo, a poucos quilômetros dali, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Dentro de campo, a seleção marroquina respondeu rapidamente ao entusiasmo das arquibancadas. Quando Brahim Díaz abriu o placar, a torcida explodiu em comemoração.
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A atmosfera ficou ainda mais intensa a cada disputa de bola. Em diversas ocasiões, os torcedores batiam os pés nas estruturas das arquibancadas, produzindo um estrondo ensurdecedor que acompanhava cada rebatida de bola.
Os cânticos também foram um show à parte. O brasileiro terá uma concorrência pesada no próximo fim de semana, quando a bola rolar para valer.

Mazraoui e Ezzalzouli em estado de alerta
Nem tudo, porém, foi motivo de celebração. A principal preocupação da noite surgiu ainda no primeiro tempo, quando o lateral-direito Noussair Mazraoui precisou deixar o campo após sentir um desconforto muscular.
A situação gerou apreensão imediata entre os torcedores e membros da comissão técnica, especialmente pela importância do jogador para a equipe. A coincidência chama atenção: Mazraoui atua na mesma posição de Wesley, lateral que foi cortado da Seleção Brasileira.
Outro motivo de preocupação é o atacante Abde Ezzalzouli. Ele deixou o primeiro tempo com dores no joelho direito e sequer voltou para a sequência da partida.

Confiança total contra o Brasil
Antes da partida, a confiança dos marroquinos já era evidente. Em conversa com o Flashscore, diversos torcedores demonstraram convicção de que a seleção africana tem condições de superar o Brasil no próximo confronto e até terminar à frente na fase de grupos.

O principal argumento apresentado foi a renovação da equipe marroquina, impulsionada por uma geração jovem que vem acumulando experiência internacional, enquanto, na visão deles, o Brasil parou no tempo.
A julgar pelo que se viu em Harrison, a seleção marroquina não estará sozinha quando entrar em campo contra os brasileiros. A invasão vermelha deste domingo serviu como um aviso: dentro dos Estados Unidos, Marrocos parece disposto a jogar em casa.

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