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Presidente da UEFA boicota final da Copa do Mundo como protesto pelo caso Balogun

Ceferin em 30 de maio de 2026
Ceferin em 30 de maio de 2026 CHRIS FOXWELL/DPPI VIA AFP

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, não compareceu à final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina por causa do caso Balogun, segundo o jornal britânico The Times, poucos dias depois de a entidade afirmar que a FIFA "ultrapassou um limite".

Essa ausência de Ceferin, que também é vice-presidente da FIFA, "demonstra uma profunda ruptura" entre a FIFA e a UEFA, de acordo com o The Times. Procurada pela AFP, a UEFA preferiu não se manifestar.

A ausência de Ceferin aconteceu duas semanas após a decisão da entidade máxima do futebol mundial de suspender o cartão vermelho aplicado ao americano Folarin Balogun.

Expulso na 2ª fase contra a Bósnia-Herzegovina, o atacante americano teve sua suspensão para as oitavas de final contra a Bélgica convertida em "uma partida de suspensão com sursis, acompanhada de um período probatório de um ano" pela comissão disciplinar da FIFA.

Essa decisão veio depois que o presidente americano Donald Trump pediu ao presidente da FIFA Gianni Infantino que reavaliasse o cartão vermelho, que ele considerava injusto. Infantino garantiu que respondeu dizendo que as entidades da FIFA são "independentes".

A Copa do Mundo de 2026 foi realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja o que de melhor aconteceu no torneio:

 

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"Expressamos nossa surpresa diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável", que "ultrapassou um limite", declarou então a UEFA em um comunicado de rara severidade, afirmando que "uma suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção que fique a critério das entidades".

Nesta Copa do Mundo, a UEFA já havia se posicionado contra a FIFA em outras ocasiões, especialmente quando Ceferin avaliou que a ampliação da Copa para 48 seleções resultaria em jogos "sem interesse".

A UEFA também anunciou, no dia da abertura da Copa, que o árbitro somali Omar Artan, barrado nos Estados Unidos onde deveria apitar, seria o responsável pelo apito na Supercopa da Europa em 12 de agosto, entre o PSG e o Aston Villa.

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