FIFA libera Rússia em torneio internacional pela 1ª vez desde início da guerra

Gianni Infantino com o presidente russo Putin durante a Copa de 2018
Gianni Infantino com o presidente russo Putin durante a Copa de 2018Owen Humphreys / PA Images / Profimedia

A seleção russa foi autorizada a participar do Mundial de Futebol Sub-15, confirmou a FIFA nesta quinta-feira (25).

A FIFA afirmou que o torneio estará aberto a "todas as federações-membro", acrescentando que os detalhes do formato e da lista de participantes serão divulgados posteriormente.

A decisão significa que após mais de quatro anos de suspensão, a Rússia está de volta às competições internacionais. O Mundial Sub-15 acontece no Azerbaijão, entre 22 e 31 de outubro.

Guerra continua

Seleções e clubes russos estão impedidos de disputar torneios mundo afora desde fevereiro de 2022, quando Moscou invadiu a Ucrânia. A guerra já dura 4 anos.

O ministro do Desporto da Rússia, Mikhail Degtiariov, classificou a decisão como "um passo importante para o regresso das equipas russas ao desporto internacional".

A possibilidade de participação da Rússia no Mundial Sub-15 vem na esteira da flexibilização gradual das restrições impostas a atletas russos e bielorrussos desde o início do conflito.

Cidade ucraniana de Zaporizhzhia atingida por drone russo nesta quinta, 24 de junho
Cidade ucraniana de Zaporizhzhia atingida por drone russo nesta quinta, 24 de junhokrinform / Shutterstock Editorial / Profimedia

Em maio, o Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou o levantamento das restrições aplicadas aos atletas bielorrussos, permitindo-lhes competir sob bandeira e hino nacionais e regressar às modalidades coletivas. As limitações a atletas da Rússia, no entanto, foram mantidas.

Diversas federações internacionais já optaram por permitir o regresso de atletas dos dois países, incluindo as de ginástica, judo e natação.

Em setembro de 2023, a UEFA procurou reintegrar as seleções de base da Rússia nas competições europeias, sem bandeira, hino ou equipamentos oficiais, defendendo que os atletas não deveriam ser penalizados por atos imputáveis aos adultos.

A iniciativa acabou por ser abandonada após ameaças de boicote por parte da Ucrânia e de outras federações europeias.


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