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Bem-vindos ao "Barbabol": Galo embala fase positiva com vitórias no limite

Eduardo Domínguez estabeleceu uma filosofia no Atlético-MG
Eduardo Domínguez estabeleceu uma filosofia no Atlético-MGGILSON LOBO / AGIF / AGIF VIA AFP

O Atlético-MG vive um momento de forte regularidade nos resultados, mas também de placares apertados. Nos últimos 15 jogos, o Galo perdeu apenas duas vezes, venceu oito e empatou cinco. O recorte, que engloba partidas pela Série A do Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana, ajuda a explicar por que torcedores já brincam que o time está jogando no "Barbabol", uma alusão ao apelido do técnico Eduardo Domínguez.

A expressão ganhou força para definir uma equipe que transforma seus jogos em partidas de margem mínima, com poucas goleadas e muita disputa até o fim. E os números do Atlético-MG dão munição para a brincadeira.

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Das oito vitórias conquistadas nos últimos 15 compromissos, cinco foram por apenas um gol de diferença. O Galo venceu Puerto Cabello, Vasco, Juventude e Bragantino por 1 a 0, além de derrotar o Palmeiras por 2 a 1. Ou seja: em mais da metade dos triunfos recentes, a equipe venceu sem abrir uma vantagem superior a um gol.

A característica também aparece no sistema defensivo. O Atlético-MG terminou seis dos últimos 15 jogos sem sofrer gols. Foram os triunfos por 2 a 0 sobre o Cienciano, por 1 a 0 sobre Puerto Cabello, Vasco, Juventude e Bragantino, além do empate sem gols com o Juventude.

Rotina de placares apertados

O recorte mais recente reforça ainda mais a fama. Depois do empate por 2 a 2 com o Remo, pela Série A do Brasileirão, o Galo voltou a vencer duas partidas consecutivas por 1 a 0: primeiro o Juventude, pela Copa do Brasil, e depois o Bragantino, na ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Contra o time paulista, Tomás Cuello marcou o único gol da partida aos 27 minutos do segundo tempo.

No balanço geral, portanto, o Galo tem 53,3% de aproveitamento em vitórias no recorte, com apenas duas derrotas. A equipe marcou em 14 dos 15 jogos e sofreu gols em nove deles.

Mais do que uma sequência de resultados positivos, os números mostram um Atlético acostumado a jogar no limite: vence muito, perde pouco e, quando consegue a vantagem, raramente transforma o jogo em goleada. É o Galo do "Barbabol": pouca margem, placar curto e três pontos na conta.

A sequência recente do Atlético-MG
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