Sabalenka venceu apenas quatro dos seis jogos que disputou no saibro este ano – um contraste marcante com o dominante retrospecto de 26 vitórias e 1 derrota antes do início da gira na quadra lenta.
As dificuldades incluíram uma eliminação surpreendente na terceira rodada do WTA de Roma, quando ela reclamou de dores na lombar e no quadril, mas a tenista de 28 anos disse que tirar um tempo de descanso foi fundamental para sua recuperação.
"Tive dificuldades no começo da temporada de saibro fisicamente, mas agora estou 100%", disse Aryna em coletiva em Paris.
"Fizemos uma ótima recuperação. Focamos na recuperação e garantimos que estou curada em todos os aspectos e pronta para jogar. Agora, fisicamente, estou pronta para competir."
Sabalenka minimizou as preocupações sobre o pouco tempo de preparação para Roland Garros, afirmando que a experiência conta mais do que o ritmo de jogo. "Eu sei jogar no saibro e tudo depende de estar bem fisicamente e mentalmente, de ir para cima e estar pronta para lutar."
Protesto e boicote
Sobre o protesto dos tenistas de elite contra os Grand Slams por conta da porcentagem de pagamento aos atletas, Aryna afirmou que, como melhor do mundo, tem a responsabilidade de defender as tenistas com ranking mais baixo: “Não é fácil viver neste mundo do tênis com a porcentagem que estamos ganhando.”
“Pessoal, sinto que o ponto principal aqui não sou eu. Trata-se das jogadoras que estão em posições mais baixas no ranking, que estão sofrendo. Não é fácil viver neste mundo do tênis com a porcentagem que estamos ganhando. Mas, como número 1 do mundo, sinto que tenho que me levantar e lutar por essas jogadoras. Pelas jogadoras de nível inferior, pelas jogadoras que estão voltando após lesões, pela próxima geração. Sinto que nosso ponto de vista é bem claro e bem justo para todas. É disso que se trata”, completou.
Emoções sob controle
A atual vice-campeã de Roland Garros também revelou que costumava se deixar levar pelas emoções em quadra, e que o controle emocional foi fundamental para chegar ao topo do tênis.
"Minhas emoções estavam destruindo meu jogo e meu nível caía muito quando eu começava a exagerar em tudo. E também, ao mesmo tempo, minhas adversárias percebiam isso e aproveitavam para jogar melhor", contou ela.
"Primeiro de tudo, garantir que minha adversária não perceba o que está passando na minha cabeça e, ao mesmo tempo, conseguir jogar melhor e me manter focada — isso foi uma grande evolução ao longo dos anos na minha carreira e realmente me ajudou a subir de nível", explicou a bielorrussa.
