A decisão ocorre após a WTA optar por transferir o Finals de novembro de 2026 para Indian Wells, na Califórnia, encerrando o acordo que previa a realização do evento em Riade.
A WTA vai operar o evento diretamente, em vez de depender do modelo de promotor externo usado anteriormente. A nova estrutura é uma parceria público-privada envolvendo a cidade de Charlotte, o estado da Carolina do Norte e empresas locais.
"A WTA vai assumir maior controle e responsabilidade pelo evento e investir junto com nossos parceiros," disse a diretora Valerie Camillo, ressaltando que o circuito quer transformar o Finals no "Super Bowl do esporte feminino".
Problemas de caixa
Camillo afirmou que 2026 será um ano de transição e que o circuito está reduzindo gastos enquanto absorve o custo inesperado de transferir o WTA Finals de 2026 para Indian Wells.
O jornal britânico The Telegraph informou na semana passada que projeções internas da WTA indicavam que o circuito poderia ficar sem caixa no próximo ano e entrar em dívida até o outono de 2027 caso o padrão de gastos continuasse.
A dirigente garantiu que a WTA tem um "caminho claro" para alcançar desempenho financeiro consistente e sustentável a partir de 2027, apoiado pelo crescimento de receita e audiência.
A WTA ainda não definiu a premiação do Finals de 2027. Camillo afirmou que a igualdade de premiação segue sendo um objetivo importante, mas acrescentou que o circuito está avaliando alternativas, incluindo um modelo de divisão de lucros com as jogadoras.
"Queremos que este evento seja construído junto com as jogadoras," disse ela.
O CEO da Charlotte Sports Foundation, Will Pitts, afirmou que a cidade espera que o evento possa futuramente ajudar a estabelecer um torneio WTA 500 de longo prazo, embora isso dependa da construção de uma instalação de tênis de alto padrão.
O WTA Finals reúne as oito melhores tenistas de simples e duplas da temporada.
