João Fonseca alerta torcida após confusão em Roma: "Tem que ter um pouco de limite"

João Fonseca em duelo contra Hamad Medjedovic, pelo Masters 1000 de Roma
João Fonseca em duelo contra Hamad Medjedovic, pelo Masters 1000 de RomaREUTERS/Ciro De Luca

A derrota de João Fonseca para Hamad Medjedovic no sábado (9), pelo Masters 1000 de Roma, ficou marcada pelo clima quente nas arquibancadas. A barulhenta torcida brasileira tirou o sérvio do sério e causou algumas paralisações.

Medjedovic eliminou Fonseca no tie-break do terceiro set e devolveu as provocações à torcida. O tenista brasileiro agradeceu pelo apoio em Roma, mas alertou que o comportamento dos fãs também pode prejudicá-lo em quadra.

Veja como foi a derrota de João Fonseca para Medjedovic

"Não vou dizer que foi essa a culpa de eu ter perdido porque não foi, mas realmente a torcida importa. A torcida brasileira às vezes pensa que é um jogo de futebol. Adoro a torcida, mas tem que ter um pouco de limite e respeito. Não é que só atrapalha o cara, também me atrapalha", disse João Fonseca em entrevista à ESPN.

"É só um questionamento, mas continuo amando jogar com torcida, com as pessoas torcendo e vibrando por mim", ressaltou.

Fonseca levou a pior em um jogo repleto de reviravoltas. Venceu o primeiro set e teve vários break points no segundo, mas Medjedovic forçou a parcial decisiva. O brasileiro ainda recuperou uma desvantagem de duas quebras até a derrota no tie-break.

"Partida difícil. Jogo de tênis é um pouco assim, ainda mais com jogadores imprevisíveis, que têm bolas potentes e confiam muito nos golpes. Tive muitos break points no segundo set. É um 'se' que não existe, mas se eu pegasse um dos breaks que tive, poderia acabar a partida no segundo set, sim", admitiu João Fonseca.

"Tive uma oportunidade, ele jogou bem os dois primeiros pontos do meu saque, me botou um pouco de pressão, ganhou o game e fez o set. E já no terceiro ele se soltou um pouco mais, fiquei me remoendo um pouco. Mas são coisas da partida. Os dois jogaram um bom nível de tênis", analisou.

O jovem de 19 anos teve muito a lamentar porque possuía uma chave acessível para chegar longe em Roma. O próximo desafio de Fonseca é o ATP 500 de Hamburgo, a partir de 17 de maio. Será o último teste antes de Roland Garros, que começa no dia 24.

"Obviamente vão perguntar se o João está mais frustrado que o normal. É pelas oportunidades, cada vez vão vindo menos, mas já identifiquei esse ponto e estou me esforçando para melhorar", afirmou Fonseca.

"Mais uma lição, mais uma oportunidade de evoluir, pontos diferentes. O tênis é legal porque na semana seguinte tem mais uma oportunidade para ir lá e jogar seu melhor. Então seguimos, depois de uma derrota difícil, seguimos e com a cabeça erguida", completou.