Vitinha responde a críticas e projeta mata-mata de Portugal: "Não queremos tapinhas nas costas"

Vitinha diante da Colômbia
Vitinha diante da ColômbiaIMAGN IMAGES via Reuters/Sam Navarro

O meio-campista Vitinha usou a coletiva de imprensa na véspera do duelo entre Portugal e Croácia, pela 2ª fase da Copa do Mundo, para fazer um balanço sincero sobre o momento da seleção portuguesa. O jogador reconheceu falhas recentes, respondeu às críticas da torcida e revelou que a partida terá um significado especial, pois ocorre na véspera de um ano da morte de Diogo Jota.

Sobre o desempenho abaixo do esperado na fase de grupos, Vitinha evitou buscar desculpas, apesar de admitiu que "estava muito calor no último jogo e muita humidade".

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"Isso é algo que eu não gosto de usar como desculpa porque estava assim para as duas equipes. Há uma vontade muito grande de melhorar. Sabemos que a margem de erro agora é mínima ou quase nenhuma, portanto estamos concentrados em vencer a Croácia e passar à próxima fase", afirmou

Questionado sobre a desconfiança de parte da torcida portuguesa, Vitinha disse compreender as críticas e afirmou: "Não queremos só tapinhas nas costas".

"Sabemos quando estamos bem e mal, quero agradecer pelo apoio que nos têm dado até agora e peço para que continuem dando e que acreditem em nós. Ninguém quer mais ganhar do que nós. Estamos em campo por nós, pela nossa família e pelos nossos amigos."

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A data da partida também pesa emocionalmente por ser a véspera do aniversário de um ano da morte do ex-jogador de Portugal Diogo Jota

"Não faltam motivações para ganharmos este jogo, ainda por cima há esse fator de um dia especial. Temos todas as motivações e mais algumas para ganhar amanhã: por nós, pelo Diogo Jota, pelas nossas famílias, por Portugal", garantiu.

Vitinha reconheceu que o Mundial tem mostrado como é difícil para qualquer favorito avançar de fase, lembrando que vários jogos recentes comprovaram isso. Apesar da sequência abaixo do esperado, ele reforçou que a equipe sabe exatamente o que precisam melhorar.

"É normal haver más atuações, mas quando não acontece o que devia ser feito coletivamente, não há individualidade que resista. Porque quando estamos bem coletivamente, o individual se destaca também. É aí que nos devemos concentrar, no aspecto coletivo, nas dinâmicas ofensivas e defensivas", avaliou.

Sobre eventuais comparações com Modric, preferiu não se estender.

"É uma grande referência para todos e para mim como meia ainda mais. Já joguei contra ele e trocamos camisas. Falar de semelhanças não gosto, deixa para as pessoas. Posso dizer que é um prazer jogar contra ele, espero que amanhã saia um pouco mais triste que eu", comentou.

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