Jones foi acusado por suposto envolvimento em um esquema que, segundo os promotores, fornecia informações privilegiadas para apostadores sobre lesões e ausências em jogos da NBA entre dezembro de 2022 e março de 2024.
Em um dos casos, o ex-jogador compartilhou que o astro LeBron James não jogaria por lesão em uma partida do Los Angeles Lakers contra o Milwaukee Bucks antes que essa informação fosse divulgada publicamente.
Jones inicialmente negou as acusações, mas se declarou culpado de uma única acusação de conspiração para cometer fraude eletrônica em um tribunal de Nova York. A sentença está marcada para janeiro de 2027.
"Gostaria de pedir desculpas sinceras ao tribunal, à minha família, aos meus colegas e também à Associação Nacional de Basquete (NBA)", disse durante a audiência, segundo a imprensa americana.
O ex-jogador é o primeiro dos seis acusados a se declarar culpado no caso, que inclui o armador do Miami Heat Terry Rozier. Os promotores federais planejam apresentar mais acusações contra Rozier, por entenderem que ele "solicitou e aceitou um suborno", informou o The New York Times.
Jones deve se declarar culpado ainda nesta terça-feira em um segundo processo independente, relacionado a uma rede nacional de jogos de pôquer manipulados e ligados à máfia. Cerca de 30 pessoas participaram do esquema, que utilizava equipamentos de trapaça altamente sofisticados, incluindo mesas com raio-X. Jones teria usado sua fama para atrair as vítimas.
Ele teve uma carreira discreta como jogador em 11 times diferentes da liga norte-americana de basquete, especialmente no Cleveland Cavaliers entre 2005 e 2008, onde atuou ao lado do quatro vezes campeão da NBA LeBron James.
Depois, virou auxiliar técnico. Trabalhou novamente para o Cavaliers de 2016 a 2018, durante a segunda passagem de James por Ohio.
Jones foi treinador pessoal do astro americano durante a temporada 2022–2023, depois que a estrela se juntou ao Lakers, embora não estivesse empregado pelo time.
