A polêmica proposta foi discutida em uma reunião dos presidentes das federações dos países que compõem a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).
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"Os membros manifestaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos dirigentes da FIFA", afirmou a Concacaf em um comunicado.
"Além disso, foi questionada a necessidade de investimento de capital privado para financiar os projetos novos e já existentes do FIFA Forward (programa de desenvolvimento do futebol), após a Copa do Mundo da FIFA mais lucrativa da história", diz o texto.
"O debate reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada".
"Por esses motivos, a Concacaf e suas 41 associações-membro rejeitaram a proposta", observou a organização liderada por Victor Montagliani, que também é vice-presidente da FIFA.
"O futuro do futebol — e o seu ativo mais valioso — deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol", enfatizou a confederação que reúne os países-sede da última Copa do Mundo: Estados Unidos, México e Canadá.
Pouco depois do término da Copa, no dia 19 de julho, a FIFA anunciou sua intenção de criar uma empresa para gerenciar suas atividades comerciais e atrair investidores externos, prometendo um aporte de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50,8 bilhões na cotação atual) para financiar o desenvolvimento do futebol.
Gianni Infantino, presidente da entidade que rege o futebol mundial, defendeu seu projeto na quarta-feira, mas insistiu que se trata de "uma oportunidade, não uma obrigação".
A proposta enfrentou críticas imediatas de figuras do futebol e da política, incluindo uma ameaça das 55 federações que integram a UEFA de boicotar futuras competições da FIFA, e foi apresentada apenas 11 meses antes da realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil.
A Concacaf já havia manifestado sua "profunda preocupação com a falta de devido processo legal" antes do comunicado desta quinta-feira, que rejeitou formalmente a proposta da entidade liderada por Gianni Infantino.
Pouco depois, a Federação de Futebol dos Estados Unidos publicou uma mensagem no X confirmando que "apoia a Concacaf e seus membros".
