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Aprovação de planos de investimento na Copa "é muito provável", diz ex-presidente da FIFA

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, com o presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente da FIFA, Gianni Infantino, com o presidente dos EUA, Donald TrumpProfimedia

O ousado plano da FIFA de buscar novas e polêmicas fontes de investimento para grandes torneios, incluindo a Copa do Mundo, pode se tornar realidade.

Como parte de uma atualização surpreendente, a entidade máxima do futebol mundial confirmou um projeto para criar uma nova subsidiária comercial que administrará seus principais eventos, oferecendo a investidores externos a oportunidade de adquirir participações.

Essa decisão gerou uma onda de oposição, com as 55 associações membros da UEFA marcando uma reunião de emergência ainda esta semana para decidir os próximos passos, enquanto a FIFA segue adiante com sua proposta.

A principal preocupação gira em torno do receio de influência excessiva de investidores privados nessas competições, apesar da alegação da FIFA de que o dinheiro será distribuído para federações de futebol ao redor do mundo.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já enviou uma carta para todas as 211 associações membros da FIFA afirmando que elas receberão US$ 40 milhões (R$ 203 milhões) caso apoiem sua proposta, com prazo até 19 de setembro para as federações aceitarem, se quiserem ter acesso a um valor inicial de US$ 20 milhões (R$ 101 milhões).

Enquanto cresce a reação negativa contra Infantino, o ex-presidente do comitê de governança da FIFA, Miguel Maduro, acredita que há pouco que a UEFA e outros possam fazer para barrar a medida.

"O problema é que a estrutura de governança da FIFA funciona de um jeito que opera como um 'cartel político', alimentado e sustentado por um sistema de apadrinhamento", afirma.

"Se você promete para várias federações nacionais que vai dar US$ 20 milhões, sendo que para muitas esse valor é mais dinheiro do que elas poderiam imaginar ter, é muito provável que isso seja aprovado porque essas federações precisam desse dinheiro."