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De la Fuente exalta título e avisa que Espanha pode evoluir: "O melhor ainda está por vir"

Luis de la Fuente na celebração do segundo Mundial de Espanha
Luis de la Fuente na celebração do segundo Mundial de EspanhaReuters

O técnico Luis de la Fuente garante que a Espanha ainda não atingiu o seu limite: "Sou daqueles que acredita que é sempre possível melhorar. Estes jogadores ainda têm muito caminho pela frente e penso que ainda falta ver a melhor versão desta seleção. O melhor ainda está por vir".

Luis de la Fuente avaliou, em entrevista ao jornal espanhol Marca, a força do grupo ao longo de toda a Copa do Mundo.

"Nós tínhamos enfrentado a Portugal de Cristiano, a França de Mbappé, íamos jogar contra a Argentina de Messi, mas eles iam enfrentam a seleção dos 26. Assim como a frase famosa dos 300 espartanos, nós somos os 26 espanhóis", afirmou.

"O jogo ontra Cabo Verde nos colocou diante da realidade do que seria a competição, percebendo um pouco a dificuldade que tínhamos, o conceito de Mundial, que insisto, não tem nada a ver com o da Euro". 

O técnico ainda detalhou a evolução da equipe em cada partida das eliminatórias.

"Com Portugal, eu já tinha pensando que podia ser uma final antecipada. Era um dos favoritos e exigiu o máximo de nós. Nas quartas contra a Bélgica senti que era uma armadilha, eles eram rápidos e dinâmicos. Mesmo quando sofremos o primeiro gol da Copa, soubemos controlar os nervos".

"Já nas semifinais, veio a França, absoluta favorita. Mas penso que havia mais inquietação fora, do que dentro do grupo", afirmou.

"A final com a Argentina foi a mãe de todos os jogos. A campeã em título, uma seleção de três estrelas, a despedida de Messi... O encontro dos sonhos. A vitória foi fechar o círculo de tudo o que vínhamos fazendo ao longo da competição. E a análise final foi que, de forma geral, toda a Copa decorreu como planejado e imaginado", celebrou. 

Gianni Infantino

O treinador espanhol também revelou uma conversa que teve com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, quando a Espanha conquistou a prata olímpica em Tóquio, em 2021.

"Quando terminou a cerimônia, Infantino veio falar comigo: 'mister, os seus jogadores são um exemplo'. E muitos desses jogadores estiveram nesta final. No outro dia ele lembrou disso e disse: 'O que te disse no dia dos Jogos Olímpicos continua válido hoje. Que exemplo de tudo", contou.

Por outro lado, afirmou que só se sentiu campeão quando terminou a final, apesar da superioridade de Espanha.

"Durante a final vimos que o jogo estava totalmente controlado. Éramos muito superiores, mas alguns gols foram anulados. Foi anulado injustamente um deles, do Nico Williams, que se tivesse contado para o placar teríamos uma vantagem mais confortável. Foi só com o apito final porque eles iam ter as suas oportunidades. Sabíamos disso. Isto é o futebol. Até ao fim mantém-se a tensão. Mas aqui está a taça", assumiu.

Além disso, Luis de la Fuente voltou a deixar palavras para Lionel Scaloni.

"Somos muito bons amigos, temos uma grande relação e é um verdadeiro cavalheiro. E sei que no final dos jogos as coisas se exaltam. Vimos algumas cenas desagradáveis e tenho certeza que ele também não gostou. Penso que é essa a grandeza do esporte que se procura, é o confronto dentro do jogo", disse.

"No calor da disputa não há amigos, mas depois, calmamente, quando termina a competição, voltamos à normalidade e se percebe que não há nada mais importante do que uma boa amizade", defendeu.