O jornal inglês The Guardian informou nesta segunda (13) que as negociações para a fusão, que unificaria os direitos comerciais e de mídia das duas entidades, fracassaram devido a divergências sobre a divisão das receitas. A WTA optou por abandonar o acordo, que parecia próximo de um desfecho no ano passado.
A atual presidente da WTA, Valerie Camillo, não teria ficado satisfeita com os termos aceitos por seu antecessor, Steve Simon, que deixou o cargo no fim do ano passado. Embora o CEO da ATP, Eno Pollo, tenha declarado em janeiro que as partes estavam "muito perto de um acordo", o otimismo não se concretizou.

Com uma receita anual de US$ 142 milhões em 2024 — contra US$ 294 milhões da ATP —, a WTA teoricamente se beneficiaria da união de recursos a longo prazo, mas rejeitou a proposta final.
Cortes de gastos na WTA
Diante do colapso das negociações, a WTA enfrenta a perspectiva de fazer cortes significativos em seu orçamento operacional e já começou a reduzir despesas, enviando menos funcionários para grandes eventos, como o torneio de Wimbledon.
Embora as premiações das tenistas não tenham sido afetadas até o momento, há uma crescente preocupação nos bastidores de que os valores dos torneios possam ser congelados ou reduzidos no futuro. Esse temor aumentou após a WTA decidir, este mês, encerrar seu contrato de três anos com a Arábia Saudita um ano antes do previsto. Com isso, o WTA Finals deste ano não será em Riade, mas sim em Indian Wells, na Califórnia.
Divergência em duplas
Apesar da pressão financeira, a WTA garantiu que não pretende seguir a ATP no plano de cortes drásticos no circuito de duplas.
De acordo com uma proposta discutida com os tenistas masculinos na semana passada, a ATP planeja:
- Reduzir as chaves de duplas nos torneios Masters 1000 pela metade (para apenas 16 parcerias).
- Limitar a apenas 8 parcerias as chaves em torneios menores.
- Reduzir a fatia da premiação destinada aos duplistas de 20% para 10%.
A WTA, por sua vez, manterá o formato atual de suas competições de duplas inalterado, acrescentou o Guardian.
