O organismo que rege o futebol mundial anunciou na terça-feira (28) um plano para criar uma subsidiária semi-privada que venderia parte das suas operações comerciais na Copa e em outras competições, com o objetivo de angariar 4,2 mil milhões de dólares (R$ 21,38 milhões).
Esta proposta gerou uma forte reação negativa, mas a Federação Australiana de Futebol afirmou que foi contatada, mas necessita de mais informações antes de formular uma resposta.
"A Federação Australiana de Futebol pode confirmar que recebeu correspondência da FIFA relativamente à sua mais recente proposta comercial", referiu um comunicado.
"Como esta é a primeira vez que tomamos conhecimento da iniciativa, estamos agora a trabalhar para compreender a proposta na totalidade. Solicitamos mais informações à FIFA para avaliar devidamente as implicações estratégicas, comerciais e de governação de um passo tão significativo".
"Só poderemos tomar uma posição depois de recebermos estas informações e de estabelecermos um diálogo adicional com as nossas associações-membro e com a nossa confederação".
O plano teria de ser aprovado pelo conselho da FIFA, composto por 38 membros, e pela maioria das suas 211 associações-membro.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu a proposta como "uma oportunidade de ouro para impulsionar o desenvolvimento do esporte a nível global".
No entanto, os críticos, liderados pela UEFA, afirmaram que "ultrapassa um limite" e que "a alma e o futebol não são ativos para negociar".
