Plano B da torcida: amistoso contra o Egito vira "Copa do Mundo possível" nos EUA

Família do gaúcho Cristiano Coimbra, residente nos Estados Unidos há 12 anos
Família do gaúcho Cristiano Coimbra, residente nos Estados Unidos há 12 anosJosias Pereira / Flashscore

Mesmo sem o peso de uma partida oficial, o amistoso da Seleção Brasileira em Cleveland ganhou clima de Copa do Mundo para centenas de torcedores que fizeram verdadeiras caravanas para acompanhar a equipe de Carlo Ancelotti de perto.

Alguns grupos percorreram longas distâncias de van até chegar a Cleveland. Muitos saíram de estados vizinhos e dividiram os custos da viagem, que variaram entre 1.200 e 1.500 dólares por família, incluindo transporte, hospedagem e ingressos. 

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Para eles, o investimento vale a pena por uma razão especial: a imensa maioria não conseguiu garantir presença nos jogos da Copa do Mundo.

Walter Lauro e o filho Luiz Felipe na porta do hotel da Seleção Brasileira
Walter Lauro e o filho Luiz Felipe na porta do hotel da Seleção BrasileiraJosias Pereira / Flashscore

"Nós viemos de carro, alugamos uma van e deu 10 horas e meia de viagem. Viemos em 11 pessoas. Os jogos da Copa, infelizmente, estão muito caros para poder ir. Por isso que optamos vir neste jogo, no amistoso. Gastamos com hotel e transporte em torno de 1.500 dólares mais ou menos".

O relato acima é do mato-grossense Walter Lauro, de 39 anos, que mora nos Estados Unidos há exatamente um ano — celebrando o aniversário de "América" justamente hoje. Residente em Connecticut, ele viajou acompanhado do filho, Luiz Felipe.

A saga para ver a Seleção de perto se repete com famílias brasileiras de várias partes dos Estados Unidos. Vindo de Michigan, o gaúcho Cristiano Coimbra, torcedor do Brasil de Pelotas e residente no país norte-americano há 12 anos, não esconde a ansiedade para o confronto. "Estou animado para ver como a Seleção vai performar contra o Egito. É um bom teste", projetou.

Torcedores na porta do hotel da Seleção em Cleveland
Torcedores na porta do hotel da Seleção em ClevelandWILLIAM VOLCOV / BRAZIL PHOTO PRESS / BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP

Ao seu lado, a esposa Janaína endossa o sentimento, destacando o impacto do evento para a nova geração de torcedores que cresce longe do Brasil. "Estou animada principalmente porque vai ser a primeira vez que meu filho, Moroni, vai poder acompanhar a Seleção de perto".

Essa dificuldade para adquirir ingressos do Mundial transformou o amistoso em uma oportunidade única de vivenciar, ainda que antecipadamente, a atmosfera da Copa. Entre bandeiras, camisas da Seleção e muita expectativa, os torcedores aproveitaram o momento para apresentar aos filhos a experiência de acompanhar o Brasil de perto.

Assim, o ambiente em Cleveland foi marcado pelo reencontro de brasileiros de diferentes estados americanos, todos unidos pelo desejo de ver a equipe apresentar sinais positivos. A confiança também esteve presente nas conversas da torcida, que aposta em uma boa atuação e em uma vitória para aumentar o entusiasmo às vésperas do principal torneio de futebol do planeta.

Se dentro de campo o amistoso contra o Egito serve como preparação para a equipe de Carlo Ancelotti, fora dele a partida já cumpre outro papel fundamental: proporcionar à comunidade brasileira uma experiência que, para muitos, será o mais próximo que chegarão de uma Copa do Mundo.

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