O apoio surge após uma série de polêmicas dirigidas à FIFA durante o Mundial, incluindo a introdução de pausas para hidratação, a ideia de aumentar a competição para 64 seleções e, ainda, a decisão da organização de adiar a suspensão do atacante americano Folarin Balogun após um apelo de Donald Trump a Infantino.
"Decidimos apoiar – e eu apoio pessoalmente – Infantino. Não é apenas um bom amigo, é um amigo fiel, leal para com a África. Aprecio o seu profundo amor pelo futebol, o seu compromisso inabalável com este esporte a nível mundial e o seu apoio a África", afirmou o sul-africano.
Motsepe também destacou o apoio do presidente da FIFA ao aumento do número de times africanos na Copa, com quatro vagas diretas adicionais e mais um lugar nas Eliminatórias.
"O Gianni desempenhou um papel central no aumento das oportunidades oferecidas às seleções africanas no palco internacional", afirmou.
O continente esteve representado por um número recorde de 10 equipes no torneio deste ano, coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá. Nove desses times chegaram ao mata-mata.
Gianni Infantino deverá se candidatar à reeleição em 2027 para tentar um quarto mandato à frente do organismo máximo do futebol mundial. A África tem um peso particularmente relevante na FIFA, sendo as 54 associações-membro da CAF o maior bloco de voto unificado entre as seis confederações continentais.
Em abril, a CONMEBOL tornou-se a primeira confederação continental a apoiar publicamente a recandidatura do atual presidente, tendo a CAF rapidamente seguido o exemplo. No entanto, cresce o descontentamento em algumas instâncias e federações europeias, abrindo a possibilidade de surgir um candidato apoiado pela Europa para desafiar Gianni Infantino.
O presidente da liga espanhola de futebol, Javier Tebas, acusou, por exemplo, a FIFA de "destruir a indústria do futebol". Ainda, afirmou que o tempo de Gianni Infantino "já passou", denunciando à Gazzetta dello Sport um "sistema viciado na origem" que lhe permite liderar a FIFA há uma década.
