Zinho relembra "forno dos EUA" de 1994 e indica suas opções para substituir Paquetá

Zinho voltou a sofrer com o calor em uma Copa nos EUA
Zinho voltou a sofrer com o calor em uma Copa nos EUASaulo Angelo / Zuma Press / Profimedia

O Flashscore aproveitou a presença nos Estados Unidos para entrevistar Zinho. O ex-meia da Seleção Brasileira, campeão da Copa do Mundo de 1994, está de volta aos Estados Unidos para trabalhar como comentarista e separou parte do seu tempo para uma conversa exclusiva analisando o time de Carlo Ancelotti e as chances do Brasil nesta Copa.

O ex-jogador de Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e outros times falou sobre reviver o calor na Terra do Tio Sam 32 anos depois da histórica conquista e das opções que o Brasil tem para substituir o lesionado Paquetá. 

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O Brasil pega a Noruega às 17h (horário de Brasília) do próximo domingo (5), em Nova Jersey, pelas oitavas de final, com narração ao vivo do Flashscore. Quem vencer, encara o classificado do duelo entre Inglaterra e México. 

Como é que a emoção de estar de volta aos EUA agora em outra função, né?

É maravilhoso voltar no tempo. Toda hora a gente bate um papo com algum companheiro aqui, a galera que esteve em 94, imprensa e tem sido legal. Pra mim, é uma emoção muito grande estar como comentarista da ESPN, vivendo mais uma Copa, agora de um outro lado. Saber que 32 anos atrás fui campeão do mundo aqui é legal demais, o calor hoje está parecido.

Siga Brasil x Noruega com narração ao vivo do Flashscore

Você viveu o calor de 1994 que a gente está vivendo agora? 

Esses dois últimos dias foram os que eu senti mais calor e me lembrou 1994, quando também foi muito quente. Os jogos eram nesse horário de 12h, 13h. Eles até mudaram alguns horários deste ano, mas já teve seleção jogando no mesmo horário. Agora vamos ter esse jogo contra a Noruega às 16h (horário local). Hoje, a sensação é 42 graus. Só vai ficando mais forte, né? A previsão é que vai cair essa temperatura para 30.

A sensação no gramado é diferente de quem fica do lado de fora?

Tem aquela pressão e o lado psicológico também. Parece um caldeirão, uma panela de pressão, com toda a responsabilidade do jogo. Quando vai para a prorrogação, pode ter um lado bom, depende da circunstância. Se eu estou melhor do que o adversário, e ainda poder ter 30 minutos para imprimir um ritmo forte, é bom. Mas se eu estou mais ou menos, com alguém expulso, precisa suportar. Mas pensando na parte da saúde, você já jogou 90 minutos, com outros 30 nesse calor, não é fácil. Isso vira longos 30 minutos, o relógio parece que não passa. Tem que ter um time muito bem organizado, muito bem preparado fisicamente e emocionalmente também para suportar 120 minutos.

Zinho está nos EUA como comentarista da ESPN Brasil
Zinho está nos EUA como comentarista da ESPN BrasilMAURO PIMENTEL / AFP / AFP / Profimedia

Diferentemente da sua época, agora temos  a pausa da hidratação, o jogo tem quatro tempos, digamos assim. O treinador consegue em dois ou três minutos ajustar o time?

Sou a favor de parar, ainda mais neste calor. É bom pra dar uma respirada, beber uma água, se arrumar novamente. Tem treinador que tem o time na mão e que realmente sabe. Mas outros não têm uma leitura tão rápida do jogo. O treinador que olha para o campo, enxerga o posicionamento do adversário, onde não está encaixando com o teu time, ele pode tirar proveito disso.

Calor extremo e pequeno alívio: o cenário climático de Brasil x Noruega em Nova Jersey

A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. Veja tudo o que você precisa saber sobre o torneio:

 

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Quem você prefere para fazer a função do Paquetá?

Se a gente for pensar em característica, o Danilo. É a mesma característica de marcação, de um meia que sai, que pisa na área. Não é o meia que vai dar profundidade, o Danilo pode compactar mais o time, deixar o meio mais forte nessa contenção dos três volantes. É Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo. 

Mas o Martinelli está com moral por ter feito o gol decisivo, tem o costume de fazer essa função de voltar marcando o lateral. Ele tem essa obediência tática. Eu começaria com o Martinelli. Do jogo do Haiti em diante, o Martinelli entrou sempre fazendo essa função. Se o Ancelotti manter uma lógica do que tem feito, o Martinelli entra. Mas o Danilo é uma opção maravilhosa. Muito se falou que não tinha jogador, que não tinha seleção. Perdemos um jogador importante como o Paquetá e temos duas ou três opções.

Zinho concedeu entrevista exclusiva ao Flashscore
Zinho concedeu entrevista exclusiva ao FlashscoreBrazil Photo Press, Brazil Photo Press / Alamy / Profimedia

E ganha no banco o Raphinha...

Estão dizendo que ele está voltando a treinar. Eu acho perigoso por estar voltando de uma lesão muscular.

Voltar pro banco é perigoso nesse jogo?

Você já tem o Neymar. É uma decisão. Eu não colocaria o Raphinha.

Nem no banco?

Pode ir ali no banco, dependendo do que está acontecendo no jogo, se estamos perdendo, bate o desespero...Mas eu acho que tem boas opções no banco ainda, como Endrick, Igor Thiago, Luiz Henrique. O próprio Neymar vai estar num condicionamento melhor. Eu acho perigoso. Raphinha é um baita jogador, gosto muito, mas está vindo de uma lesão. 

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