O Mundial se aproxima e, como dita a tradição, promete ser muito mais do que uma simples mostra dos nomes habituais. Se, por um lado, assistiremos às prováveis despedidas de Messi e Cristiano Ronaldo, por outro, o palco pertence a quem já domina a cena, como Mbappé ou Vinícius.
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Contudo, a verdadeira mística nasce muitas vezes nos estreantes, aqueles que se preparam para viver este sonho pela primeira vez. Entre destaques dos principais clubes europeus, promessas que carregam o rótulo de "joias" e talentos de brilho tardio que explodiram no momento certo, o desfecho é invariavelmente o mesmo: o Mundial altera carreiras para sempre.
Para uns, será o selo de consagração definitiva; para outros, o capítulo inicial de uma nova história.
A afirmação da nova vaga
O nome que encabeça todas as atenções é o de Lamine Yamal. Há muito que o atacante deixou de ser uma mera promessa do Barcelona para se tornar numa das referências da Espanha, pronto para assumir o papel de protagonista absoluto na sua estreia em Mundiais.

A seu lado, a seleção espanhola apresenta também Pau Cubarsí, um zagueiro de ponta que encara o futuro sem desafios. A França, fiel ao seu histórico, recorre a uma base inesgotável de talento: Michael Olise, Rayan Cherki e Désiré Doué. Três perfis distintos unidos pela qualidade técnica pura.
A Inglaterra responde com a irreverência de Cole Palmer e a solidez de Marc Guehi, enquanto Portugal deposita grandes esperanças na ascensão meteórica de João Neves. As atenções recaem também sobre a Turquia, que ostenta uma das duplas mais excitantes do torneio: Arda Güler e Kenan Yildiz. Técnica, personalidade e uma geração que recusa esperar pela sua vez.
No Brasil, a fábrica de estrelas continua a todo vapor: Endrick e Estêvão são os mais recentes herdeiros de uma linhagem interminável.

Estreantes de luxo
A estreia nem sempre coincide com a juventude. Há quem chegue à sua primeira convocação com um estatuto de jogador mundial consolidado. Erling Haaland e Martin Odegaard são os rostos dessa realidade, liderando a Noruega no aguardado retorno à Copa, 28 anos depois.
Caminho idêntico percorre Scott McTominay, que, aos 29 anos, vive o ponto mais alto da sua passagem na Escócia. A Alemanha confia na genialidade de Florian Wirtz e na revelação Lennart Karl, ao passo que a Suécia aposta forte no instinto matador de Viktor Gyökeres.
O torneio guarda também histórias de superação: Ronald Araújo, pilar do Barcelona e do Uruguai, se prepara para a sua estreia em Mundiais após perder a Copa no Qatar em 2022 por uma lesão. Já Luis Díaz, aos 29 anos, terá finalmente a oportunidade de brilhar num Mundial, após as ausências da Colômbia nas últimas edições.
Os principais estreantes do Mundial
• Espanha: Lamine Yamal e Pau Cubarsí;
• França: Michael Olise, Rayan Cherki e Désiré Doué;
• Inglaterra: Cole Palmer e Marc Guéhi;
• Portugal: João Neves;
• Turquia: Arda Güler e Kenan Yildiz;
• Brasil: Endrick e Estêvão;
• Argentina: Franco Mastantuono;
• Senegal: Ibrahim Mbaye;
• Costa de Marfim: Yan Diomande;
• Noruega: Erling Haaland e Martin Odegaard;
• Escócia: Scott McTominay;
• Alemanha: Florian Wirtz e Lennart Karl;
• Suécia: Viktor Gyökeres;
• Colômbia: Luis Díaz;
• Uruguai: Ronald Araújo.
