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Copa do Mundo no Brasil pode "mudar a vida" de muitas jogadoras, diz Formiga

Formiga em fevereiro de 2026
Formiga em fevereiro de 2026EVARISTO SA/AFP

A Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, a primeira organizada na América do Sul, será "uma oportunidade de mudar a vida de inúmeras" jogadoras da região, avalia Formiga, ídola brasileira que se aposentou em 2022 após 234 convocações para a Seleção.

Em entrevista à AFP durante o evento "Esporte Cria", organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro em São Paulo, a ex-jogadora do PSG, atualmente com 48 anos, comemorou a evolução do seu esporte no Brasil, um país onde o futebol feminino foi proibido por decreto de 1941 a 1979.

"Temos uma oportunidade incrível de mudar o cenário do futebol feminino sul-americano", afirmou a brasileira, duas vezes medalhista de prata olímpica (2004-2008), mas que nunca conquistou a Copa do Mundo após perder o título em 2007 para a Alemanha.

"Passamos por muitas dificuldades e hoje sabemos que estávamos no caminho certo. Apesar de todos os 'nãos' que recebemos, apesar da falta de estrutura, sonhávamos que um dia o futebol feminino brasileiro teria sua chance", contou Formiga, que vestiu a camisa da Seleção em 234 partidas.

"Agora é a oportunidade de mudar a vida de inúmeras meninas, não só no Brasil, mas também nos nossos países vizinhos", destacou a única jogadora a disputar sete Copas do Mundo e sete Olimpíadas, antes de se aposentar aos 43 anos.

Perguntada sobre o nível do futebol feminino no Brasil, a ex-volante avaliou que Europa e Estados Unidos estão à frente "graças às suas estruturas e ao trabalho realizado".

"No Brasil, tivemos 40 anos de proibição, o que atrasou nosso desenvolvimento. Muitos dizem que temos um grande potencial, mas precisamos provar isso. O Brasil está evoluindo, está se aproximando dos Estados Unidos, da França e até da Espanha (atual campeã mundial)", defendeu.

Embora Formiga não vá jogar o Mundial no ano que vem, de 24 de junho a 25 de julho, a ex-jogadora deseja que outra lenda brasileira, Marta, que terá 41 anos no próximo ano, participe da competição.

"Vou estar na arquibancada para apoiar. Seria a despedida dela diante da nossa torcida. Não há motivo para ela não jogar a Copa do Mundo. Mesmo que não seja titular, a presença dela será importante."

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