A classificação histórica para o Mundial deste ano, complementando a participação no torneio de 2014, no Brasil, veio em duelo contra a Itália. A vaga foi confirmada, em casa, nos pênaltis (1 a 1 no tempo normal e 4 a 1 nas penalidades), deixando a Azzurra de fora do Mundial pela terceira edição seguida.
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O volante Marcinho Velasco, que defende o Siroki Brijeg, da Bósnia, foi o convidado do Flashscore para falar um pouco deste feito e das aspirações do país para o torneio que vai acontecer nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Estilo de jogo
Marcinho pôde acompanhar todo o jogo de volta contra a Itália, com este desempenho indicando o que a Bósnia deve explorar na Copa do Mundo da América do Norte.
"É um time forte fisicamente, não somente pela força física em si, mas pela intensidade. O principal ponto do time é o Dzeko, com a estratégia passando diretamente por tentar explorar sua capacidade ofensiva, principalmente na bola aérea, onde ele costuma fazer a diferença", comenta.
"Caso ele não esteja em campo, o time vai precisar encontrar outras alternativas para se virar dentro da Copa. De forma resumida, a Bósnia tem três pontos fortes: transição, intensidade e bola aérea", salienta Velasco.
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A estrela
O principal nome da Bósnia e Herzegovina não poderia ser outro. O atacante Edin Dzeko, de 40 anos, é o capitão e jogador mais conhecido do time. Com passagens por clubes como Manchester City, Roma, Inter de Milão e Fenerbahçe, o atual atleta do Schalke 04 é muito forte nas bolas aéreas, com sua seleção buscando sempre explorar esta característica para furar as defesas adversárias.
"Quando cheguei aqui, recebi a informação de que ele, há mais de 20 anos, é convocado e sempre marca gols em suas convocações. Ou seja, quando eu estava com 6 anos, na categoria 'chupetinha', ele já estava marcando gols pela seleção. Isso mostra o tamanho que ele tem no país. É um símbolo de liderança e profissionalismo, sendo o grande responsável por puxar esta seleção para mais uma presença em Copa", analisa o brasileiro.
Candidato a surpresa
Marcinho gostou muito da atuação de Esmir Bajraktarevic, de 21 anos, ponta da Bósnia, contra a Itália. O jogador do PSV, da Holanda, ganhou vários duelos individuais e foi um tormento para a sempre forte defesa italiana, terminando o jogo com a nota 8,5, pelo critério Flashscore.
"Ele foi crucial neste jogo e pode surpreender na Copa. Ele é bem agudo e pode voltar a repetir boas atuações no Mundial", comenta Velasco.
Bajraktarevic nasceu nos Estados Unidos, estando perto de marcar presença no país onde veio ao mundo. "A Bósnia, diante da escassez de talentos, buscou nomes de outros países que poderiam se naturalizar, visando uma renovação da seleção. Ele está entre estes nomes da nova geração", conta.
Como é vivido o futebol na Bósnia?
A divisão da antiga Iugoslávia em vários países fez com que Marcinho vivencie uma realidade muito mais croata do que bósnia, justamente pela localização do time que ele defende.
Em virtude desta distância - não somente geográfica - Marcinho acompanhou mais pela internet a comemoração nas ruas de Sarajevo, a capital bósnia, e Zenica, cidade que recebeu a partida contra os italianos.
"Onde eu moro, todos torcem pela Croácia. Claro que acompanham a Bósnia, mas o coração é croata. Dentro do país, existem brigas políticas e religiosas entre os dois países, mas vimos como boa parte do território ficou em êxtase por esta classificação", revela.
Agenda da Bósnia e Herzegovina na Copa do Mundo
12/6 (sexta-feira)
16h - Canadá x Bósnia e Herzegovina (Toronto) - CazéTV e Flashscore (comentários em áudio)
18/6 (quinta-feira)
16h - Suíça x Bósnia e Herzegovina (Inglewood) - Globo, SporTV, CazéTV, SBT/N Sports e e Flashscore (comentários em áudio)
24/6 (quarta-feira)
16h - Bósnia e Herzegovina x Catar (Seattle) - CazéTV e Flashscore (comentários em áudio)
