Em casa, o Catar não conseguiu somar pontos, buscando em 2026 incomodar Suíça, Canadá e Bósnia e Herzegovina. Nas Eliminatórias Asiáticas, o Catar teve cinco vitórias e um empate nos seis primeiros jogos, marcando 18 gols e sofrendo apenas 3.
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A vaga na fase seguinte veio com antecedência, quando teve um caminho mais tortuoso, terminando seu grupo em 4° lugar. O time precisou, então, passar por um play-off, quando liderou o triangular, sem precisar da repescagem internacional.
Na última década, o Catar apresentou importante evolução, tendo vencido as duas últimas edições da Copa da Ásia (2019 e 2023), o torneio mais relevante do continente, conseguindo, enfim, fazer frente às potências locais como Austrália, Japão e Coreia do Sul.
Mas ainda falta ao time a competitividade no cenário global, como salienta Fábio Montezine, técnico brasileiro que comanda o time sub-23 do Al-Rayyan, um dos clubes mais tradicionais do Catar. Fábio foi jogador da seleção catari após se naturalizar, tendo participação das Eliminatórias para as Copas de 2010 e 2014 e atuando ao lado de Emerson Sheik no time nacional.
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"O Catar cresceu muito e acho que os treinadores estrangeiros contribuíram para esta ascensão. O país contou com espanhóis que ajudaram nesta evolução. Reconheço muito a importância deles, mas vejo como fundamental a presença de profissionais do futebol local que possam absorver este conhecimento para estar à frente do país em um futuro próximo", aponta Fábio. Dos últimos seis técnicos do Catar, cinco são espanhóis, com o português Carlos Queiroz completando a lista.
Fábio acredita que o processo de contar com técnicos e até jogadores estrangeiros na seleção nacional é algo natural e necessário. "O Catar é um país pequeno, a questão cultural também influencia para esta necessidade. É um país apaixonado por futebol, mas só isso não é suficiente. É preciso talento e formação", afirma.
A seleção contou, nos últimos anos, com alguns brasileiros naturalizados, como o zagueiro Lucas Mendes, o atacante Edmilson Junior e o volante Guilherme Torres, ex-Corinthians.

Estilo de jogo
Atualmente, o time é comandado por Julen Lopetegui, que terá a missão de fazer uma leitura dos adversários para o time sofrer pouco na Copa.
"A estratégia é diferente quando se enfrenta uma Arábia Saudita ou uma Bósnia. Na Copa de 2022, eu tive receio de uma goleada diante da Holanda. A mentalidade espanhola pode fazer o estilo do jogo ser diferente diante de cada oponente. Se os adversários derem espaço e não fizerem pressão alta, o Catar pode tirar proveito disso", salienta.
"Os brasileiros podem imaginar que o grupo é acessível, mas estamos cientes das limitações técnicas e físicas da seleção do Catar. Se beliscar um terceiro lugar, estará de ótimo tamanho. Só de estar na Copa, é uma grande vitória", admite o treinador.
A estrela
A grande referência da seleção do Catar é o atacante Akram Afif, do Al-Sadd. "É um jogador nascido e criado no país, muito talentoso, fora da média local. Ele não deixa a desejar, nem mesmo, para os estrangeiros que atuam no país", informa Fábio. Afif participou de um projeto na Federação do Catar que descobre talentos sub-19 e os envia para a Espanha para aprimoramento.

Candidato a surpresa
Fábio indica o lateral-esquerdo Homam Elamin como um jogador que pode chamar atenção na Copa. Ele também participou do projeto em solo espanhol e tem mostrado crescimento na sua posição. "Ele tem importante poder físico e, se o time for bem, ele pode se destacar", sugere.
"Além disso, o Almoez Ali Abdulla é um jogador de frente que ataca bem os espaços. O zagueiro Khoukhi Boualem é forte na bola aérea e o lateral-direito Pedro Miguel também pode surpreender. O time tem armas para sonhar", garante.
Como é vivido o futebol no Catar?
Fábio Montezine vivenciou de perto o ambiente de Copa no Catar quando o país sediou o Mundial. "Foi um torneio muito bem organizado, tivemos a chance de ver dois a três jogos por dia. Foi uma Copa compacta, mas bem elaborada", lembra.
A presença na Copa de 2026 foi vivenciada de uma outra forma, com o país precisando de suas próprias forças para seguir presente no Mundial. "A presença na Copa foi mais sentida agora, a vaga veio por merecimento próprio. O apoio da torcida foi diferente, o sentimento também. Acredito que o país vai respirar o ambiente de Copa mais perto do evento", projeta.

Agenda do Catar na Copa do Mundo
13/6 (sábado)
16h - Catar x Suíça (Santa Clara) - CazéTV
18/6 (quinta-feira)
19h - Canadá x Catar (Vancouver) - CazéTV e e Flashscore (comentários em áudio)
24/6 (quarta-feira)
16h - Bósnia e Herzegovina x Catar (Seattle) - CazéTV e e Flashscore (comentários em áudio)
