Os números comprovam o domínio absoluto dos peruanos nos primeiros 90 minutos do confronto, enquanto o mapa de calor deixa claro: a reformulação nos lados do campo promovida por Franclim Carvalho não funcionou.
Confira a tabela da Sul-Americana
Se o elevado número de finalizações do Cienciano já mostra o volume ofensivo, a precisão nas bolas longas evidencia a eficiência do time.

Os 37 lançamentos certos — usados tanto para inverter o jogo quanto para acionar atacantes nas costas da zaga alvinegra — foram determinantes para a goleada. Não à toa, quatro dos seis gols peruanos nasceram em bolas esticadas partindo das laterais, o grande caminho das ações ofensivas do time.

“Nós trocamos os laterais por causa do tipo de jogo do adversário, que é de muita bola aérea”, justificou o técnico Franclim Carvalho em coletiva após a partida.
A leitura do comandante do Botafogo sobre a preferência do Cienciano pelo jogo alto fazia sentido: os peruanos completaram 11 cruzamentos ao longo dos 90 minutos. Por outro lado, a troca nas laterais do time brasileiro não deu certo.
xG: a alta eficiência dos peruanos
Apesar do placar elástico, a expectativa de gols (xG) do Cienciano foi de apenas 2,47. A alta eficiência dos peruanos contou com a contribuição direta do Botafogo, que cometeu erros cruciais na defesa.

O mapa de xG da Opta reflete a grande presença da equipe peruana na área alvinegra: 16 das finalizações do Cienciano saíram de dentro da grande área, com cinco delas terminando no fundo da rede.
O duelo de volta está marcado para a próxima quinta-feira (20), no Nilton Santos, às 21h30. O Botafogo precisa vencer por cinco gols de diferença para encaminhar a decisão para os pênaltis.
