"Queremos que isso seja resolvido definitivamente o mais rápido possível e queremos que quem quer que tenha feito isso pague pelo erro, seja ele da família Negreira, do Barça ou de quem quer que seja", disse Medina Cantalejo, presidente do Comitê Técnico de Árbitros (CTA), em entrevista coletiva na quarta-feira.
"E se houver mais alguém e esse juiz tiver nomes e sobrenomes de qualquer árbitro que tenha se envolvido nesse esquema, que pague por isso até o limite máximo que a justiça estipula", acrescentou o presidente dos árbitros espanhóis.

Medina Cantalejo insistiu que "nós somos os maiores interessados" em resolver esse caso em que estão sendo investigados supostos pagamentos do Barça a empresas pertencentes a José María Enríquez Negreira, que foi o árbitro número dois do quadro de árbitros da Espanha por 25 anos.
O Barcelona, seu atual presidente, Joan Laporta, e seus dois antecessores no cargo, Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, entre outros, estão sendo investigados por esses pagamentos que teriam ocorrido de 2001 até 2018, quando Negreira deixou a CTA.

A justiça espanhola está tentando descobrir se esses pagamentos poderiam ter sido usados para tentar influenciar a competição de alguma forma, algo que o Barcelona nega, alegando que foram para relatórios de arbitragem.
Cantalejo também considerou "inapropriado" que o juiz Joaquín Aguirre, que está investigando o caso, tenha falado em um de seus despachos sobre um grupo de árbitros corruptos.
"Não concordo de forma alguma em dizer que havia um grupo de árbitros corruptos. No mínimo, é um pouco aventureiro. Se ele tem provas, sancione-o agora, mas enquanto isso, um juiz fazendo tais avaliações me parece totalmente inapropriado", disse Cantalejo.
"Esperamos que, se houver alguém culpado, ele pague por isso, porque isso causou muitos danos não apenas à arbitragem, mas a todo o futebol espanhol", concluiu.

