A cidade é uma das mais lindas que já conheci. Confira a seguir algumas curiosidades da capital húngara que mais me chamaram a atenção: da diferença entre Buda e Peste, passando pelo Chico Buarque até o fato de que os torcedores vão poder curar a ressaca em águas bem quentinhas.
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Buda, Peste e o Danúbio no meio
Até 1873, Budapeste era separada entre duas cidades: Buda e Peste. Cada um no seu lado do Rio Danúbio, os dois ex-municípios ainda hoje separam a capital em regiões bem distintas:
Buda (Margem Ocidental): É o lado residencial, montanhoso e aristocrático. Onde ficam o imponente Castelo de Buda e o Bastião dos Pescadores. A elevação de Buda começa logo após o rio, portanto é o lugar perfeito para fotos “cartão-postal”.
Peste (Margem Oriental): É o lado plano, comercial, fervilhante e boêmio. É ali que pulsa a vida da capital, onde fica o famoso Parlamento Húngaro e a Puskás Aréna – palco da final da Champions.

Capital mundial da água quente
Se as torcidas de Arsenal e PSG exagerarem na cerveja húngara nos famosos Ruin Bars (bares icônicos montados em prédios abandonados e fábricas antigas no bairro judeu de Pest), o remédio já está pronto. Budapeste é conhecida como a "Capital Mundial das Águas Termais".
São mais de 100 fontes termais espalhadas pela cidade – alguns com quase 800 anos de vida. Os complexos de banhos mais famosos, como o Széchenyi (um palácio neo-barroco amarelo onde as pessoas jogam xadrez dentro d'água) e o Gellért, oferecem águas “medicinais” que passam dos 35°C.

Língua do demônio
Uma das atrações da capital da Hungria é a língua. Ela soa fascinante e é meio misteriosa, já que não se sabe exatamente sua origem.
As palavras, em sua maioria, têm a tônica no começo – o que gera um efeito “escadinha” no som das palavras muito longas. Além disso, o fonema é curioso porque o alfabeto tem 44 letras – e 14 delas são vogais, ao contrário das 5 vogais que conhecemos.

Essa carectetística única fascinou também o cantor brasileiro Chico Buarque, que escreveu um livro dedicado ao idioma – chamado “Budapeste”.
Segundo Chico, o húngaro "é a única língua que o diabo respeita".
A maioria dos países europeus compartilha raízes linguísticas semelhantes, mas o húngaro é exceção. Ele não tem relação com o germânico, as línguas eslavas ou as latinas; em vez disso, faz parte da família urálica. Seu primo mais próximo é o finlandês e o estoniano, mas as semelhanças já são minúsculas, uma vez que o húngaro se separou dessas línguas há milhares de anos.
Puskás: O homem sinônimo de futebol
Falar de futebol na Hungria sem citar Ferenc Puskás é quase um crime. O nome do estádio da final (Puskás Arena) não é por acaso. Puskás foi o líder da histórica seleção húngara dos anos 1950 — os "Magos Magiares" —, que assombrou o mundo e aplicou um sonoro 6 a 3 na Inglaterra em pleno Wembley em 1953.
Após fugir da Hungria devido à revolução de 1956, Puskás se naturalizou espanhol e brilhou intensamente no Real Madrid, mesmo estando acima do peso ideal para a época. Não à toa ele aparece meio gordinho nas clássicas fotos do Real campeão europeu.

O nome de Puskás soa familiar também por conta do Prêmio Puskás da FIFA, que elege o gol mais bonito do ano. Craques como Neymar (2011), Wendell Lira (2015) e Guilherme Madruga (2023) já trouxeram esse troféu para o Brasil.
A moderna arena atual de Budapeste foi construída em cima das ruínas do antigo Nepostadion (“Estádio do Povo"), o lendário estádio comunista demolido em 2017.
Horário inédito para os padrões brasileiros
Uma das grandes novidades promovidas pela UEFA a partir desta final de 2026 em Budapeste é a mudança no horário do pontapé inicial. Acostumados com as finais acontecendo às 21h do horário local (16h de Brasília), a decisão deste ano foi antecipada para às 18h locais.
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Para quem vai assistir no Brasil, Arsenal x PSG começa mais cedo: às 13h (horário de Brasília).

