O impasse entre atletas e Wimbledon, US Open, Australian Open e Roland Garros já dura cerca de 18 meses.
O acordo entre os Slams deve ser anunciado oficialmente em conjunto com a divulgação da premiação do US Open, que promete ultrapassar a marca inédita de US$ 100 milhões (cerca de R$ 550 milhões). A informação foi publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta (19).
Como funciona o conselho?
A criação do Conselho Consultivo busca garantir assistência médica aos atletas e voz ativa nas decisões estratégicas dos quatro Majors.
Os tenistas exigem poder de escolha sobre quem os representará, sobre o formato de eleição dos membros e real participação nas decisões dos torneios.
Reivindicações das estrelas
A disputa é liderada pelos principais nomes do circuito mundial, incluindo Jannik Sinner e Aryna Sabalenka. Os atletas exigem uma reformulação financeira nas grandes competições e uma fatia maior das receitas geradas pelos eventos.
Os tenistas cobram que os Grand Slams destinem 22% do seu faturamento bruto às premiações — índice já praticado pelos circuitos ATP e WTA. A título de comparação, Wimbledon paga aos seus participantes cerca de 14,4% da receita total do torneio.

Após a falta de avanços nas negociações, o top 10 masculino e feminino realizou um boicote parcial a compromissos com a imprensa durante Roland Garros, em maio.
A possibilidade de novos boicotes à imprensa durante o US Open segue mantida caso os valores finais e os detalhes do novo conselho não agradem aos atletas. A pressão de tenistas sobre os organizadores do Grand Slam nova-iorquino — agora sob liderança de Craig Tiley, ex-CEO da Tennis Australia — teria se intesificado nas últimas semanas.
O US Open começa em 30 de agosto.
