Em resposta a um pedido da AFP sobre a prorrogação da detenção, a polícia israelense informou que as prisões ocorreram após um incidente em que objetos foram lançados de um telhado em direção a manifestantes em Jerusalém no início da semana.
"A polícia prendeu um homem e uma mulher, de 18 e 20 anos, moradores de Jerusalém Oriental, suspeitos de serem as pessoas filmadas lançando objetos contra manifestantes", afirmou a polícia em comunicado.
A Federação Palestina de Futebol informou que Rand Halawani, de 20 anos, foi presa na terça-feira após ser convocada a uma delegacia de polícia em Jerusalém. Segundo o governo palestino de Jerusalém, um tribunal israelense prorrogou sua detenção até sexta-feira.
O exército israelense também prendeu na terça-feira Natalie Abou Diya, ex-jogadora da seleção palestina e estudante da Universidade de Birzeit, além de outras três jovens palestinas na Cisjordânia ocupada. O exército afirmou em comunicado que as quatro mulheres são suspeitas de "promover atividades terroristas" e de participar de "outras atividades relacionadas ao terrorismo".
A Universidade de Birzeit, por sua vez, condenou as prisões, que, segundo a instituição, "fazem parte das políticas sistemáticas da ocupação (Israel, NDR) contra o ensino palestino e o direito dos estudantes de seguirem sua trajetória acadêmica".
O bispo da Igreja Evangélica Luterana na Jordânia e na Terra Santa, Imad Haddad, pediu a libertação de Natalie Abou Diya, paroquiana de uma igreja em Beit Jala, na Cisjordânia ocupada, afirmando em comunicado estar "extremamente preocupado" com sua prisão e denunciando a detenção de palestinos "sem acusação formal ou julgamento".
De acordo com a principal associação palestina de defesa dos direitos dos detentos, o Clube dos Prisioneiros, atualmente 89 palestinas estão presas em prisões israelenses, incluindo três menores de idade, três mulheres grávidas e duas pacientes com câncer.
"A maioria delas está detida na prisão de Damon", perto de Haifa, no norte de Israel, informa a organização, que denuncia "condições difíceis de detenção", citando "revistas humilhantes" e falta de comida. O Clube dos Prisioneiros anunciou no fim de maio que Israel mantinha mais de 9.400 palestinos detidos – incluindo cidadãos israelenses de origem palestina.
