Bin Hussein alegou que a FIFA comunicou verbalmente durante a Copa do Mundo que apoiar Infantino "ajudaria muito a nossa federação" após meses em que a entidade máxima do futebol mundial se recusou a prestar assistência em diversas questões.
"Temos orgulho na Jordânia de manter valores éticos. Não apoiamos ele antes e certamente não vamos apoiar agora. Mas toda essa situação é uma chantagem e nos recusamos a ceder a isso", escreveu Bin Hussein no X.
As denúncias surgem enquanto Infantino enfrenta uma oposição crescente dentro da hierarquia do futebol, após ser obrigado a abandonar uma proposta polêmica de vender uma fatia da Copa do Mundo. Confederações e federações nacionais de futebol rejeitaram a ideia após um prazo rígido de 19 de setembro imposto pelo dirigente suíço.
A FIFA argumentou que vender a participação minoritária em suas operações comerciais arrecadaria bilhões de dólares para financiar o desenvolvimento global do esporte.
O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, e Arsène Wenger estavam entre os executivos que se distanciaram de Infantino, com Bin Hussein dizendo que havia um problema de liderança. O chefe da federação jordaniana detalhou uma série de dificuldades enfrentadas por sua associação como um país pequeno e com "orçamento mínimo".
Entre elas, torcedores pagando "preços exorbitantes por ingressos" e ainda assim sendo impedidos de obter vistos para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, além de premiações pendentes pela participação dos jogadores na Copa Árabe de 2025, torneio organizado pela FIFA.
Para piorar a situação da Jordânia, Bin Hussein reclamou de estar sendo taxado pelo governo dos EUA, via FIFA, pela participação na Copa do Mundo – custos que não foram enfrentados por times sediados no Canadá e no México.
"Estamos sendo taxados pelo governo dos EUA, via FIFA, por nossa participação. Dinheiro que deveria ir para jogadores e comissão técnica. Isso não aconteceu com quem jogou e montou base no Canadá e no México. Mas como ficamos nos EUA, agora enfrentamos esses custos enormes em impostos por termos participado", afirmou.
A Jordânia se classificou para a Copa do Mundo pela primeira vez, mas foi eliminada na fase de grupos. A federação também aguarda desde dezembro o pagamento do prêmio por ter chegado à final da Copa Árabe no Catar.
"O dinheiro que nosso time deveria receber por ter chegado à final ainda não foi entregue, enquanto ao mesmo tempo a FIFA se gaba de quantos bilhões tem em reserva," acrescentou Bin Hussein.
