"Um Roland Garros muito positivo. Cheguei aqui sem muita esperança, treinando a cada dia e tentando evoluir. Sobrevivi a uma batalha contra o Prizmic, que me deu um pouco mais de esperança para esse torneio. E a partir daí foi um pouco de sonho. Eu não queria ser acordado", disse João Fonseca em entrevista à ESPN.
Veja como foi Jakub Mensík 3-0 João Fonseca
O torneio de Fonseca ficou marcado pela virada épica sobre Novak Djokovic na 3ª rodada. O jovem de 19 anos também conquistou uma grande vitória contra Casper Ruud, ex-número 2 do mundo e duas vezes finalista de Roland Garros.
"Um jogo pode fazer a diferença. Sofrer um ponto a mais pode fazer a diferença. Essas coisas eu vou entendendo. Ter uma experiência como esta é muito importante para entender meu corpo, entender que o trabalho duro e a perseverança realmente podem valer a pena", analisou João Fonseca.
"E ver também que eu posso jogar com esses caras, posso enfrentá-los e acreditar até o final. Só me traz mais força para seguir acreditando. Muito feliz com meu time, com o trabalho de todos. É seguir dessa maneira, fazendo um bom caminho, mas tem muita coisa pela frente", acrescentou.
"Mérito dele"
Jakub Mensík foi imparável nos dois primeiros sets e sequer cedeu um break point a João Fonseca. O brasileiro reagiu na terceira parcial, mas o tcheco de 20 anos seguiu encontrando uma resposta para todas as dúvidas impostas por João.
Confira a chave completa de Roland Garros
"Não acho que joguei mal, mas não consegui arrumar soluções. Ele me fechou super bem as portas. Entrei muito bem, com a cabeça no que tinha que fazer. Ele conseguiu jogar bem logo na oportunidade que teve. E daí o jogo foi andando melhor na parte dele, e eu fui pensando cada vez mais", avaliou Fonseca.
O brasileiro conseguiu a quebra na abertura do terceiro set e sacou em 5-4 para fechar a parcial, mas Mensík sobreviveu. João Fonseca lamentou as chances desperdiçadas e explicou que o tcheco trouxe obstáculos inéditos para ele no torneio.

"Ele tem um jogo diferente dos outros que enfrentei. Fica mais na linha, joga mais agressivo, devolve muito de dentro da quadra. Esquerda mais reta, direita consegue movimentar mais, e estava sacando muito. Eu tentava fazê-lo jogar cada vez mais pontos com o saque dele, mas ele estava fazendo muito bem as subidas para rede, os smashes. Realmente estava difícil de encontrar soluções", afirmou.
"Talvez poderia acontecer algo diferente se eu levasse para o quarto, mas ele foi se segurando super bem. Tentei ser mais agressivo, movimentar mais com as alturas, tirar um pouco a bola da cintura dele, fazer mais as subidas para rede, comandar mais os pontos, mas ele foi fechando cada vez mais as portas. Mérito dele", concluiu o brasileiro.
Próximos desafios
Os pontos em Paris farão Fonseca saltar de 30º para 25º no ranking da ATP, só uma posição abaixo de sua melhor marca na carreira. O brasileiro agora entra na gira de grama e inicia a preparação para Wimbledon.
O primeiro torneio na superfície deve ser o ATP 500 de Halle, que começa em 15 de junho. O início do Grand Slam britânico é duas semanas depois, em 29 de junho.
