Davidovich Fokina tinha acabado de vencer o bósnio Damir Dzumhur em 5 sets na primeira rodada quando Puerta, de repente, cortou todos os laços com o seu tenista.
O número 23 do ranking negou isso em entrevista ao jornal espanhol Marca que tenha demitido seu treinador. "Não houve briga com o Puerta. Depois do meu jogo contra o Dzumhur, ele me disse que ia voltar para o hotel. Duas horas depois, recebi uma mensagem enorme dele dizendo que estava indo embora de vez," revelou Fokina logo após ser eliminado na segunda rodada de Roland Garros por Thiago Agustin Tirante.

O técnico argentino já havia trabalhado com os tenistas Brandon Nakashima e Laslo Djere, de quem Davidovich Fokina ouviu histórias parecidas depois.
"Depois ele pegou um voo para Miami sem avisar o resto do time. Mais tarde, fiquei sabendo que ele já tinha feito a mesma coisa com outros jogadores antes. Parece que isso é normal para ele. Ele decepcionou a gente como pessoa, e não vou ficar correndo atrás dele. Foi ele quem decidiu não continuar, pelo menos até o fim do torneio. Não é problema meu; ele é adulto e pode tomar as próprias decisões," continuou o espanhol.
"A gente tinha uma relação muito boa. Ele bloqueou tanto a mim quanto minha esposa. Eu considerava ele uma boa pessoa até agora. Não desejo nada de ruim para ele, mas espero que os próximos jogadores tenham cuidado ao trabalhar com ele", completou.
Suspensão de oito anos por doping
O ex-tenista Mariano Puerta chegou à final de Roland Garros em 2005, quando perdeu em quatro sets para Rafael Nadal.
Quatro meses após o torneio, Puerta recebeu uma suspensão de 8 anos por doping após testar positivo para etilefrina, um estimulante cardiorrespiratório proibido. Em 2003 ele já havia testado positivo para um anabolizante proibido.
A pena de Puerta foi reduzida para dois anos após o argentino recorrer ao CAS, mas depois ele admitiu que mentiu em sua defesa.
