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"Meu corpo é o único adversário que não consigo vencer", reconhece Sinner

Sinner deve voltar ao tênis no fim do ano
Sinner deve voltar ao tênis no fim do anoMARCO BERTORELLO / AFP

Afastado do circuito desde a conquista de Wimbledon, em 12 de julho, Jannik Sinner falou sobre a lesão no joelho direito que encerrou sua temporada. “O corpo é o único adversário que não consigo vencer”, reconheceu o número 1 do mundo à revista U, do jornal La Repubblica.

Vencedor de Wimbledon e de cinco Masters 1000 consecutivos em 2026 (Indian Wells, Miami, Monte-Carlo, Madri e Roma), o italiano de 25 anos parou por causa de uma tendinopatia no joelho direito e de uma inflamação ao redor da banda iliotibial. O retorno está previsto para o fim de dezembro, em um torneio de exibição na Arábia Saudita.

Antes disso, Sinner perderá a liderança do ranking mundial para o alemão Alexander Zverev.

“A paciência é a palavra certa para este período. O corpo é o único adversário que não consigo vencer: quando ele manda você parar, é preciso aceitar e seguir os conselhos dos especialistas”, declarou o tenista.

“As lesões fazem parte do esporte. É preciso ser inteligente e entender quanto e quando jogar. É preciso ter uma visão de longo prazo: não existe apenas o hoje; plantamos agora, mas a colheita vem em outro momento. E a diferença está sempre no trabalho, na preparação que você faz, não na sorte. Ela ajuda a ganhar um ponto, não a partida”, prosseguiu.

Durante a pausa forçada, Sinner assistiu ao Grande Prêmio da Itália de F1, em Monza, acompanhou um desfile da Gucci e “jogou um pouco mais Play(station)”. Ele garante, no entanto, que não se afastou da rotina de treinos.

“Nunca fiquei totalmente parado e não virei as costas para o tênis, porque isso me faria mal. Pelo contrário, continuei trabalhando muito, tanto na academia quanto na quadra e com os fisioterapeutas.”

Na entrevista, o italiano também falou sobre a rivalidade com o espanhol Carlos Alcaraz: "Os contrastes valorizam as coisas”, avaliou.

“Talvez eu seja visto como o campeão disciplinado e obstinado, enquanto Carlos é visto como o mediterrâneo e extravagante. O bonito é ter alguém que leva você ao limite. E o tênis sempre viveu disso: de Borg-McEnroe a Sampras-Agassi, até o momento em que a rivalidade entre dois se tornou uma rivalidade entre três com Federer-Nadal-Djokovic.”

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