O projeto bilionário prevê a construção de 30 quadras (28 rápidas e duas de saibro), incluindo uma Quadra Central com capacidade para 15 mil espectadores e teto retrátil, além de outras três quadras principais (uma delas com 8 mil lugares e também equipada com teto).
As obras já começaram e estão sendo bancadas pelo Fundo de Investimento Público (PIF) saudita – o mesmo que patrocina a ATP e a WTA e outras iniciativas esportivas ao redor do mundo.
Embora o calendário oficial da ATP para 2028 só vá ser finalizado no fim deste ano, fontes ligadas ao cronograma afirmaram ao site The Athletic nesta semana que o complexo estará pronto a tempo.

Inspirado em Wimbledon
O projeto foi desenhado pela Populous, a mesma empresa de arquitetura responsável pelo teto retrátil da Quadra Central de Wimbledon. A Populous também é famosa por projetar marcos como o Tottenham Hotspur Stadium, a O2 Arena em Londres e o Estádio Lusail, no Catar, que sediou a final da Copa do Mundo de 2022.
As projeções visuais da nova arena em Qiddiya mostram semelhança com o lendário templo do Grand Slam britânico.
O complexo de tênis fará parte de uma cidade totalmente nova que está sendo erguida a cerca de 50 quilômetros a oeste da capital Riade. Qiddiya terá um parque temático, campo de golfe de campeonato, pista de Fórmula 1 e um polo de eSports.
Planejada para ter três vezes o tamanho de Paris, a cidade abrigará cerca de 500 mil habitantes (25% menos que a capital da França).

Sauditas podem comprar ATP da Argentina
O investimento maciço no Masters 1000 ocorre em um momento de recalibragem financeira do PIF no esporte. Recentemente, o fundo confirmou que encerrará seu financiamento bilionário à liga de golfe LIV Golf ao final da temporada de 2026.
Esse recuo também respingou no tênis de curto prazo: o acordo da Federação Saudita de Tênis (STF) para sediar o WTA Finals expira em novembro deste ano, e o Next Gen ATP Finals não retornará a Jidá. No entanto, estes eventos eram geridos pelo Ministério do Esporte e pela STF, e não diretamente pelo PIF. O fundo soberano continua sendo o principal patrocinador dos rankings da ATP e da WTA.
Para abrir espaço para o novo Masters 1000 de fevereiro no apertado calendário do tênis, a ATP e o braço de investimentos esportivos do PIF já articulam mudanças profundas.
A entidade negocia a recompra das licenças do Aberto da Argentina (ATP 250 em Buenos Aires) e do Aberto do México (ATP 500 em Acapulco), ambos realizados em fevereiro, para reorganizar as datas do circuito.
