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Boto reclama de pênalti não dado em Fla x São Paulo e cobra posicionamento da CBF

Toque no braço de Wendell causou polêmica em Flamengo 1x1 São Paulo
Toque no braço de Wendell causou polêmica em Flamengo 1x1 São PauloJorge Rodrigues / AGIF / AGIF via AFP

O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, questionou a decisão da arbitragem em um toque no braço de Wendell, do São Paulo, no empate em 1 a 1 no último domingo (27). O dirigente também pediu maior transparência no impedimento semiautomático, que anulou um gol do Fla nos acréscimos.

Boto cobrou um esclarecimento da CBF sobre o critério para toques de mão e outros lances duvidosos. O português elogiou a atuação dos árbitros brasileiros na Copa do Mundo e afirmou que os profissionais do país "não são ruins", mas vê uma ausência de clareza na aplicação da regra em solo nacional.

Veja como foi Flamengo 1x1 São Paulo

"O grande problema é a falta de critério. Vimos uma falta que deu a expulsão do Carrascal aqui no Brasil, e no Mundial nem sequer falta é. Se o critério é diferente aqui no Brasil, tem de ser sempre o mesmo", disse Boto em vídeo divulgado pelo Flamengo.

Declaração de José Boto, do Flamengo, sobre a arbitragem
Flamengo

"Em relação ao jogo de ontem (domingo), a primeira coisa é ser claro se a utilização ostensiva do braço para tirar vantagem, mesmo que esteja perto do corpo, é falta ou não é. E vir a Comissão de Arbitragem da CBF dizer que não é falta em nenhum estado do Brasil e em nenhuma parte do campo, e pode-se fazer gols com o braço assim", declarou.

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O lance polêmico ocorreu aos 31 minutos do segundo tempo, pouco após o gol de empate do São Paulo. Arrascaeta recebeu dentro da área e tentou um drible em Wendell, que fez o desarme com o braço esquerdo — junto ao corpo.

O árbitro Anderson Daronco mandou o jogo seguir. O VAR analisou o lance e não recomendou a checagem.

"Na minha ótica, e já perguntei até a alguns árbitros amigos, aquilo é pênalti. Porque ele tira vantagem na utilização do braço, apesar de estar quase junto ao corpo. Mas é clara a intenção dele de desviar a trajetória da bola com o braço, e não com outra parte do corpo, que seria jogável. E o braço, que eu saiba, não é jogável", argumentou José Boto.

"De qualquer forma, a Comissão de Arbitragem tem que vir e dizer: 'Não, aqui a regra é esta. E a regra é sempre esta'. E isso ajuda o árbitro e o VAR. Considero o Daronco um excelente árbitro e não o culpo, porque a visão dele não era a mais clara. Mas a do VAR tem que ser clara. E se a regra é essa, tem que ser essa para sempre, e a CBF tem que dizer que é essa."

Wallace Yan reclama com Anderson Daronco em Flamengo x São Paulo
Wallace Yan reclama com Anderson Daronco em Flamengo x São PauloAGIF / Sipa USA / Profimedia

Impedimento semiautomático 

A tecnologia do impedimento semiautomático, recém-implementada no Brasileirão, anulou o gol de Samuel Lino aos 46 minutos do segundo tempo. As câmeras flagraram o pé adiantado de Wallace Yan, do Flamengo, na origem do lance.

"Não sou especialista em arbitragem nem em tecnologia, mas há um ponto que tem que ser esclarecido: quando aquela linha é traçada. O impedimento deve ser traçado no momento do passe, e isso nunca é visível nas imagens que deram ontem. Na Copa do Mundo e em outras ligas, é uma imagem que mostra a altura da bola ao sair, depois é traçada a linha, e mostra todo o campo. Ali, não. Só mostrou o pé do Wallace Yan e o pé do outro jogador", explicou Boto.

"Não estou duvidando que não seja, mas não sabemos que aquela linha foi traçada na altura que o passe é feito. Porque é esse que conta. E é isso que também a CBF e a Comissão de Arbitragem têm de esclarecer e dizer: 'Meus amigos, está certo, está a ser traçado assim, falta-nos um software qualquer para mostrar isso, mas está a ser traçado assim'. Há polêmicas todos os fins de semana, mas o que se pede são critérios iguais", acrescentou.

Impedimento de Wallace Yan em Flamengo 1x1 São Paulo
Impedimento de Wallace Yan em Flamengo 1x1 São PauloReprodução/Premiere